Hoy

Trabalhar em uma área Latam, ou seja, tendo contato com ‘hispanohablantes’ todos os dias, faz eu lembrar constantemente do “oi” do discurso de abertura dos Jogos Panamericanos 2007. Aí eu trabalho sorrindo…

Só eu acho isso MUITO engraçado?

Tão bom ter YouTube nessas horas!

No Orkut ou no Facebook, a tortura de saber que amigos para sempre vamos ser

friends

Quando comecei a usar o Orkut, em 2004, o que eu achava mais incrível era a possibilidade de achar as pessoas esquecidas em algum cantinho do passado. Retomei o contato com ex-colegas, resgatei amigas queridas e matei a curiosidade sobre o paradeiro de muita gente, foi ótimo.

Como o Orkut é o novo RG no Brasil, a fase de reencontrar pessoas já foi, mas a ferramenta ainda serve como ponte para chegar a tanta gente que eu conheci nesses quase 30 anos de vida e o dia que eu quiser ir ao encontro de alguém, é só atravessá-la.

O irônico é que de uns tempos pra cá essa maravilha que os sites de relacionamento oferecem tem me deixado bastante angustiada. Todo mundo já leu em algum lugar que é impossível realmente ter mais do que “x” amigos, afinal, amizades e relacionamentos requerem dedicação e tempo, esse recurso tão escasso. E se você nunca leu sobre isto, procure posts e artigos da Raquel Recuero.

Atualmente me sinto desconfortável em entrar no Facebook, no Orkut, MSN, Twitter e Gtalk e ver aquela enorme coleção de avatares de gente que passou na minha vida e com quem eu não troco um oi sequer há anos. Muitas dessas pessoas foram – e de certa forma ainda são – importantes pra mim. De algumas eu morro de saudades e queria muito voltar a ter um contato mais frequente. Só que isso implica em tomar uma iniciativa, correr o risco de não ser correspondida e, pior ainda, ser correspondida e não conseguir ter a força para sustentar a reconstrução de uma relação que está quietinha adormecida na memória. Aí eu faço nada ou muito pouco: olho as fotos, comento algo, mando parabéns pelo nascimento do filho, pelo aniversário e a vida segue.

Será que eu preciso dessa coleção mesmo? Às vezes penso em cortar de vez esse laço tão frágil e quase invisível que é “ser amigos” em rede social. Poder esquecer que algumas pessoas existem iria extinguir a dor de todos os dias perceber a ausência de tanta gente querida na minha vida. E também iria acabar de vez com a culpa que eu sinto por conhecer o caminho pra chegar perto de quem eu gostaria e mesmo assim continuar escolhendo a inércia.

O bizarro mundo do branding

Era uma vez publicitários e marqueteiros que trabalhavam para que as marcas de seus clientes fossem reconhecidas, desejadas, lindas e perfumadas. E magicamente pessoas se apaixonavam por marcas.

Alguns apaixonados perdiam o senso de realidade e faziam maluquices; outros viravam apenas “evangelizadores” insuportáveis. E daí publicitários e seus clientes viveram felizes para sempre… quase.

Um lindo dia os sagazes publicitários descobriram que  estimulando alguns fanáticos, eles poderiam ir mais longe. E alguns foram. E outros continuam indo.

The end.

O vídeo acima mostra um rapaz tatuando um óculos no rosto. É a mais recente atualização de um canal do YouTube chamado Never Hide Films, projeto  de “vídeos virais” da Rayban.

Via Adverblog.

Nerds no Big Brother – Eu já sabia!

Tessalia Serighelli, a @twittess, na VIP

Tessalia Serighelli, a @twittess, na VIP

A Globo acabou de divulgar quem serão os participantes do Big Brother Brasil 10 e junto veio a notícia bombástica para quem vive no mundo de blogs e arrobas: Tessália Serighelli, a @twittess, vai estar na casa. Quem não conhece a história polêmica da até então celebridade do Twitter, sugiro ler este post-entrevista do Alex Primo e esta matéria da Época. Ou só ver as fotos dela na VIP mesmo.

Claro que não tive informações privilegiadas sobre os participantes do BBB, mas é quase óbvio que a hora em que a Globo investiria com mais afinco nas “cyber-celebrities” iria chegar, afinal, a emissora vem trabalhado discretamente com social media há algum tempo, como postei em “Globo investe em ferramentas web 2.0“, em 2007:

  • Desde 2007 o programa usa o 8p, uma espécie de fotolog, para selecionar os participantes do reality-show.
  • Nas últimas edições, além do 8p, os candidatos deviam também postar um vídeo no YouTube e incorporar ao perfil do 8p.
  • A oitava edição do programa teve um canal ao vivo 24h no Stickam, que pelo profissionalismo que apresentava no perfil sempre me soou como algo da própria emissora, embora não tenha ficado comprovado. Postei sobre isso em “BBB8 ao vivo” e em “BBB8: brasileiros invadem Stickam“.
  • Acho que há umas duas edições, os participantes mantêm blogs sobre suas rotinas.
  • A novela Caminho das Índias teve a participação de blogueiros e outros “famosos da Internet”, como Guilherme Zaiden,  interagindo com o personagem blogueiro Indra.
  • Ano passado teve um “pseudo-tiwtter” dentro site do programa, mas pelo que eu me lembre eram redatores “microblogando” o que acontecia na casa.
  • Segundo nota publicada ontem, os BBBs devem postar no Twitter diretamente da casa, possivelmente através de celulares.

Então. Qual é a surpresa mesmo?

Pelo lado da Globo, tudo certo e entendido. Grande jogada. Buscar a audiência de jovens que são mais propensos a ficar vagando na internet do que diante da TV é que que eles têm que fazer mesmo, a premiada ação Mil Casmurros, para divulgar a minissérie Capitu foi um bom exemplo disto. Três estrelinhas para o BBB.

E pelo lado da @twittess? Será que entrar no Big Brother vai fazer a Tessália despontar de vez ou a menina já alvo de tantas polêmicas vai acabar se queimando de vez? Será que cruzar a fronteira da “famosidade de nicho” e virar uma “celebridade de massa” vai alçar @twittess ao sucesso ou sua já tão questionada “relevância” só tem significado realmente para os blogueiros e tuiteiros que vivem da interwebs?

Only time will tell, como diriam os irmãos Nelson.

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Além da @twittess, outro “famoso” da internet marca presença na casa, o emo rei do fotolog, Orgastic Desire.

Fotolog do Orgastic Desire
Twitter do Orgastic Desire

2009: fim de uma década ou não?

2010

Outro dia me bateu a dúvida: afinal a década acaba agora em 2009 ou ano que vem?

Via twitter me lembraram que a década só acaba ano que vem, afinal não houve ano zero: a primeira década foi 1-10 e, assim, atualmente estamos em uma década que vai de 2001-2010.

Aceitei a explicação, mas é um pouco frustrante. É esteticamente feio dizer que 2010 não pertence à década dos anos 10, parece ilógico. E convenhamos, que diferença faz não ter tido o ano zero? O que de tão importante aconteceu entre o ano 1 e o ano 10? Podemos combinar que o ano zero foi antes do ano 1 e fica tudo certo. Ou sei lá, ignoramos o os primeiros nove anos do calendário, começamos a contar décadas a partir do ano 10 e fica resolvido. Quem se importa?

Apesar desse papo de fim de eras ter rolado fortemente há 10 anos – quando tivemos também o fim do mundo, bug do milênio, estouro da bolha pontocom -  só essa semana compreendi que tenho mentido a vida toda:

Eu nasci em 1980. Logo eu sou da década de 70… me caiu os butiá do bolso!

Eu nunca tinha pensado ou dito que sou dos 70’s, o que na verdade me parecia muito mais interessante que ser dos anos 80: quem não amava The Wonder Years ou deu boas risadas vendo That 70’s Show ? Os anos 70 devem ter sido realmente incríveis, afinal de contas. Eu já estava até simpatizando com a idéia, quando o Castrezana, fofocando sobre minha pessoa com o Gravata, me alertou :

Twitter - Rodolfo Castrezana- @gravz @giseleh - No caso ..._1262196678496

Conclusão: graças à polêmica sobre o final da década, ano zero e tudo mais, descobri que no final das contas eu tenho é 19 anos!

Finalmente o Tales, colega aqui do Terra, apresentou outra perspectiva que põe essa bobagem de ano zero à prova. Ainda há esperanças para a humanidade, ora pois.

Para mim 2009 foi um ano intenso, mas muito feliz: a família vai bem, terminei o mestrado, consegui um novo emprego e ganhei muitos novos amigos. Beijos e abraços a todos os envolvidos!

Desejo a todos um feliz ano novo e um 2010 com “muita saúde, paz e dinheiro, porque o resto a gente compra”! (via @cperozzo)

Engajamento Digital do Consumidor


consumidor

A quarta edição da pesquisa sobre Engajamento Digital do Consumidor, elaborada pela agência inglesa cScape, acaba de ser lançada, com apoio da Agência Foreplay aqui no Brasil. A Econsultancy e a cScape promoveram a pesquisa via Twitter, Linkedin, informativos por email e com ajuda da Avantless e Foreplay, parceiros de pesquisa regionais. Os resultados apresentados no relatório são referentes a uma amostra de mil respondentes entre de agências e clientes.

Resultados interessantes:

61%) diz que vão aumentar seu investimento
em presença em redes sociais e 44% irão gastar mais em micro-blogs
  • 34% das empresas aumentaram seu orçamento para mídia sociais nos últimos 12 meses.
  • 61% das empresas disseram que vão aumentar seu investimento em presença em redes sociais e 44% irão gastar mais em micro-blogs
  • por outro lado, apenas 17% têm processos e fluxos de trabalho para encorajar o uso de mídias sociais entre os funcionários, e apenas 13% oferece incentivos aos funcionários para que usem mídias sociais para engajar-se com seus consumidores online.

Relatório para download.

Meu palpite é: muitas pesquisas acabam com resultados aparentemente incoerentes porque: a) as empresas precisam dizer que vão investir em social media porque é tendência e deve ser bom, afinal o concorrente está; b) essas mesmas empresas não sabem ao certo porque e muito menos como investir nesta área.

A verdade é que estamos todos – profissionais de comunicação, agências, veículos e clientes – ainda aprendendo a trabalhar com um consumidor que tem tantos meios e recursos para ser também produtor e distribuidor de informações e conteúdos.

E quem está ensinando o que deve ser feito em social media? Quais os modelos que estão sendo seguidos? Que tipo de profissionais estão sendo formados e o que eles precisam ter para atender a esta carência do mercado?

Compartilharei algumas respostas nos próximos posts, por enquanto deixo perguntas para reflexão e desejo a todos um Feliz Natal!

Padrões de Beleza

E se os museus exibessem pinturas retratando o padrão de beleza contemporâneo?
Via Update or Die.

Além da arte, a publicidade também mostra as mudanças nos padrões de beleza através do tempo. A boa notícia é que exaltar um corpo mais magro do que a indústria da moda já vendeu nos últimos anos será impossível… eu acho.

skinny

Via Bleubird.

MediaOn – 3º Seminário Internacional de Jornalismo

mediaon

Na próxima semana acontece em SP o MediaOn, evento promovido pelo Terra e Itaú Cultural que propõe debates interessantes entre renomados jornalistas e comunicadores.

As incrições são gratuitas, mas quem não for poderá acompanhar a transmissão online pelo site do evento.

Estarei por lá. Alguém mais?

27 de outubro

  • Abertura para convidados: como o jornalismo de qualidade pode sobreviver e prosperar na era da Internet

28 de outubro

  • Revolução Digital 1 – O planejamento dos grandes grupos de mídia num universo de mudanças permanentes
  • Case BBC – Como a BBC conquistou a liderança nas mídias digitais
  • Case Clarín – A estratégia de um gigante das comunicações na Argentina
  • Jornalismo sem intermediários – Twitters e blogs aproximam fonte e consumidor de informação

29 de outubro

  • A experiência das empresas que já nasceram com vocação digital
  • A informação em tempo real – Como as novas tecnologias impactam o consumo de conteúdo
  • O esporte como paradigma do jornalismo online
  • O que um jornalista precisa para se integrar à era das novas mídias

Programação completa.