Eu juro que não tenho a intenção de transformar este blog em um canal de divulgação de festas e eventos, mas acabei de ver no blog do Fanny um acontecimento que não tem como não apoiar.
Porto Alegre é uma cidade muito roquenrrol. Nos últimos tempos, o rock gaúcho inclusive virou moda no resto do país, sendo a Cachorro Grande uma das principais representantes deste cenário. Uma prova de como os gaúchos amam o estilo é o GIG ROCK, que vai levar ao palco do Porão do Beco mais de 40 bandas durante 10 dias. Além dos shows, este super festival que comemora a chegada do Dia Mundial do Rock (13 de julho) também vai promover debates sobre jornalismo musical, produção executiva de bandas, novas mídias, e outros. Meu destaque, como de costume, vai para a Tom Bloch, que toca amanhã.
PROGRAMAÇÃO DOS SHOWS:
4 de julho: Cartolas, Valentinos, Planondas, Poliéster e Severo em Marcha.
5 de julho: Frank Jorge, Tom Bloch, Locomotores, Supergatas e Apanhador Só.
6 de julho: Morgan Le Femme, Yesomar, Redoma, Alcalóides e Los Vatos.
7 de julho: FENX, Eu, Zé e os Caras, Gulivers, Alcaphones e Rockfort.
8 de julho: Grosseria, Xamorx, 6sicks6, Disrupted Inc. e Burning brain.
9 de julho: M.I.P.V (Músicas Intermináveis Para Viagem), Chaka, No Rest, Chicken..s Call (França) e Bandinha Di Dá Dó.
10 de julho: Lautmusik, Reverso Revolver, Space Rave, Subtropicais e Fruet e os Cozinheiros.
11 de julho: Andina, Identidade e Flutuantes.
12 de julho: Walverdes, Móveis Coloniais de Acaju (Brasília), Império da Lã, Ecos Falsos (São Paulo) e Pública.
13 de julho: A Red So Deep, Superguidis, Damn Laser Vampires e El Mato a Um Policia Motorizado (Argentina).
GIG ROCK DEBATE
Sábado, 5/7/08
Pablo Miyazawa (Rolling Stone)
Mini Bittencourt (Walverdes)
Lelê Bortholacci (LB Produtora)
Jimi Joe (Unisinos FM)
Sábado, 12/7/08
Fabrício Nobre (Abrafin-Monstro Discos-MQN)
Tiago Carandina (MySpace)
Roger Lerina (Zero Hora)
Iuri Freiberger (Tom Bloch-Curador do Gig Rock)
Quando eu era adolescente, costumava gravar fitas cassete com minhas músicas preferidas. Gravava muitas fitas. Deixava o dial do rádio em uma estação FM, no toca-fitas a dita cuja ficava prontinha esperando, o rec apertado junto com o pause. Já comentei aqui como fico nostálgica quando lembro do tempo em que era difícil conseguir músicas.
Não sou contra a economia da abundância. Viva a cauda-longa, a web 2.0, a facilidade na produção e distribuição de conteúdo, a wikinomics, a freeconomics. Só que a economia está baseada na escassez; o valor de um bem está baseado na relação entre oferta e demanda. Pelo menos era assim que o mundo andava. E agora? Quem vai resolver o problema do valor emocional de conseguir aquela música rara? Perdão pelo trocadilho infame e por soar tão frankfurtiana, mas, de certa forma, a escassez faz falta, sabe?
Tentarei me ater aos fatos emocionais. Faz tempo que não escrevo um post confessional e este era para ser um, mas estas teoriazinhas pentelhas já tinham que se intrometer. Prometo me conter. Como eu dizia no primeiro parágrafo, eu gravava fitas com as músicas favoritas, mas também gravava fitas temáticas:
- Música para dançar “like no one is watching”;
- Música romântica para facilitar o clima na hora do beijo;
- Música para facilitar o clima se pintasse aquele outro clima;
- Música para chorar depois de levar um fora;
- Música de apaixonada para ficar com cara de boba deitada na cama no escuro pensando no ser mais perfeito da face da terra que um dia ainda será meu namorado.
Não necessariamente com etiquetas com estes nomes, mas basicamente eram estas as minhas fitas. E depois CDs. Dizem que tem gente que faz playlists no computador assim, nunca tentei. Tá valendo, mas já aviso: não é a mesma coisa. A seleção rigorosa das poucas faixas que entravam e a ordem em que tocariam fazia toda a diferença.
Finalmente haviam as fitas - e CDs - dos namorados. E dos ex-namorados. Melhor quando era de um pretendente a namorado. Ouvir “vou gravar uma fita pra ti” poderia ser um atestado de segundas intenções, que só se comprovariam com a seleção das músicas. Lembro de ter ganho algumas fitas de uns amigos-pretendentes; em algum lugar ainda tenho um CD com um setlist matador feito por um ex após o término do namoro. De chorar no cantinho.
Além disso, pegar disco, fita e CD para gravar era a desculpa mais esfarrapada para interagir face-a-face com o ser cobiçado. Tinha que ir pegar; tinha que esquecer de devolver, pro outro vir cobrar; e depois tinha que devolver. Enquanto isso, se ganhava e tempo e intimidade. Engraçado é que até hoje associo músicas a determinadas pessoas, algumas delas por causa das tais gravações: Hold on to my Heart (WASP), When I look into your eyes (Firehouse), Rising Force (Malmsteen), Hellraiser (Ozzy), Amamos la Vida (Accept), Wuthering Heights (Angra), Would? (Alice in Chains), e Emotional Catastrophe (Dr. Sin) são clássicos na playlist da minha memória sentimal.
Resolvi contar esta história aqui depois de ver o blog Cassete From my Ex. Lá, outras “velhas” e nostálgicas que ainda guardam as fitas dos ex-namorados compartilham suas histórias de amor com música de fundo.
Conclusão: tem coisas que a web 2.0 nunca fará para você.
Acabei de receber o release de um evento super bacana para quem gosta de música, tem banda ou aspirações profissionais no meio: no Rock n’ Talk você vai saber o que os profissionais que já estão na estrada têm a dizer e conhecer sobre o curso de Formação de Produtores e Músicos de Rock, da Unisinos. Quem tem banda pode levar um CD para ser avaliado pelo Frank Jorge, coordenador do curso.
Além de Frank Jorge estarão presentes nomes consagrados da cena gaúcha, como Fred, da Comunidade Nin Jitsu, Marcito, da Ultramen, Gabriel Souza, da Opinião Produtora, Vitor, do Beco, e Jimi Joe, da UNISINOSfm. Vai rolar ainda um torneio de Guitar Hero e shows com as bandas Pata de Elefante e Blush.
Onde: Porão do Beco (Independência, 936, em Porto Alegre)
Quando: no dia 15/6, a partir das 16h.
Para entrar, tem que ter nome na lista. Informações pelo telefone 51 3023 7662 ou pelo e-mail producao@avoid.com.br
Esta semana estou em São Paulo, participando da XVII Compós e tentando encaixar outros programas paralelos na agenda, por isso o tempo de postar é curto. Mas algumas considerações:
- Frio é um conceito muito relativo. Paulistas andam de jaquetas fofas e com pelinhos na rua; sugerem sopa na refeição, por causa do frio. Que frio? Tô passando calor aqui, não trouxe roupa de verão.
- O Museu da Língua Portuguesa é uma experiência maravilhosa. Para quem fez Letras e Comunicação, foi emocionante.
- Parada obrigatória no bairro da Liberdade pra comprar iguarias japonesas no mercado especializado. Além de comer sushi no restaurante, comprei Moti, Okaki, Manju e Sekihan.
- Depois da Compós, tentarei ir a FNAC prestigiar o lançamento do livro Internet: O encontro de 2 mundos. De quebra, devo ver amigos blogueiros.
- Nesta quarta em Porto Alegre, acontece no Cabaret do Beco a segunda edição da festa MCD InkAttack. Vou perder esta, mas na próxima do dia 03 de julho estarei lá.
- Sábado tem o #EBP2008, Encontro de Blogueiros Publicitários, na ESPM-SP. Estarei lá. E no #nob (Nerds on Beer) que rola depois também.
- Domingo volto para casa e se sobrar fôlego vou ao show do Skank + Cachorro Grande promovido pelo Estúdio Coca Zero, um projeto bem legal sobre qual quero postar assim que sobrar tempo.
- Finalmente, sobre aquela promoção da Lee, os locais eram: Porão do Beco, Caminito, Chairs. Parabéns aos vencedores Andréia Vargas, Kelly Borges e Elisa Gaiesky.
Talvez o mesmo pensamento tenha passado na cabeça do TRE-RJ, que exigiu a retirada de um banner do blog de Pedro Doria, sob ameaça de cassação da candidatura do político apoiado. Ou não. Na verdade o banner que expressava a opinião do blogueiro foi interpretado como propaganda eleitoral, que só é permitida a partir de 5 de julho.
Não sou a favor da censura muito menos da coibição da liberdade de expressão. Por outro lado, devemos refletir: a partir da prática cada vez mais comum dos posts patrocinados, levando em conta que alguns blogueiros não costumam ser transparentes quanto a esta prática, como vamos saber quando um artigo em um blog é opinião e quando é propaganda? É possível que tenhamos “opiniões patrocinadas” nas próximas eleições? Como avaliar? Como julgar? Punir? Quem?
Taí um meme que dá gosto de ler e responder. Já o vi em uma penca de blogs, mais recentemente aqui, então fica o crédito. Citar apenas cinco, como o Athos postou, foi impossível: minha lista rapidinho chegou à marca de 17 finalistas. Fiquei apenas com as que realmente já me fizeram chorar alguma vez e cortei as mais óbvias. Sobraram sete. Ei-las:
1. Our Farewell - Within Temptation
2. Beautiful One - Agua de Annique
3. Forever And One - Helloween
4. Everybody Hurts - The Corrs
5. Silent Lucidity - Queensryche
6. Nothing Compares To You - Sinead O’Connor
7. Wild World - Mr. Big
Não quero pontuar quem deve responder, mas adoraria ver a seleção da Mirian, com quem fiquei fazendo um duelo de DJs de fossa pelo Twitter outro dia desses. Tomara que nenhum de nossos followers tenha cortado os pulsos.
UPDATE: Cler, do Hit na Rede, que vive confessando seus gostos musicais inusitados (e parecidos com os meus) via Twitter, também precisa vai responder.
# Organização e Mídia Social
Os sites de redes sociais são mais eficiente para a coordenação de grupos (por exemplo, em situações de emergência ou organização política) do que os meios de comunicação mais “tradicionais”.
No dia do trabalhador, minha dica vai para os desempregados e para quem quer trocar de emprego: converse com a Nossa Senhora do Trabalho.
Não sou uma pessoa exatamente religiosa, mas tenho lá minhas crenças. Uma delas é que a Nossa Senhora do Trabalho sempre me dá uma força. Descobri a existência da Igreja da Nossa Senhora do Trabalho em Porto Alegre no meu primeiro dia no meu primeiro emprego na cidade e desde então sempre peço uma ajudinha extra. Tem dado certo!
Gisele Honscha. 27 anos. Gaúcha. Mestranda em Comunicação e Informação na UFRGS. Especialista em TICs. Publicitária & Jornalista. Blogando sobre cibercultura, comunicação, marketing, tecnologia, música, moda, futilidades, a vida, e tudo mais desde 2002. Nerd & Proud.