Friday, 14 of March, 2008

Como os políticos poderiam utilizar as mídias sociais para se comunicar com os cidadãos e, assim, construir uma administração pública realmente participativa?
No artigo How Our Next President Should Use Participatory Media, o jornalista Mark Glaser sugere como blogs, wikis, chats, mapas e comunidades virtuais poderiam ser usados pelo próximo presidente para uma gestão verdadeiramente democrática do país. E por que não pensarmos de um estado, cidade, bairro, escola, etc?
Mark Glaser pretende apenas dar o pontapé incial. Em seu blog Media Shift convida a todos a enviar mais itens para esta lista, aqui livremente traduzida e adaptada por mim:
- Escreva em um blog ou twitter para manter os eleitores atualizados sobre o que você está pensando e fazendo. Permita comentários e responda no blog.
- Coloque as principais iniciativas políticas em wikis para que sejam discutidas desde o princípio, antes de qualquer decisão.
- Ao invés de coletiva de imprensa, responda às perguntas dos eleitores via chat. Ou use o formato do site 10Questions, onde as perguntas mais votadas pelo público são respondidas por vídeo online.
- Coloque toda a sua agenda de atividades online. Temos direito de saber quem você está encontrando e por quê.
- Toda a vez que alguém fizer doações, diga quem, por quê e onde mora através de anotações no Google Maps.
- Crie uma comunidade online com conselheiros especialistas em determinadas áreas cruciais para o desenvolvimento do país, como educação, segurança, saúde, energia, economia.
Alguém tem mais alguma idéia brilhante como estas?
Category: Política, Social Media, Uncategorized, Web 2.0
Monday, 28 of January, 2008

Final de semana passado, na praia, andei de bicicleta. Fazia mais de 10 anos que eu não subia em cima de uma, mas o ditado foi comprovado: a gente não esquece.
Andar de bike é excelente. Em poucas quadras senti as coxas duras e a língua metade para fora, ou seja, é um ótimo exercício que eu adoraria praticar regularmente. Já cogitei ter uma na cidade, mas seria suicídio: ou por assalto ou por atropelamento.
Não dá para entender a falta de políticas públicas para regulamentar e estimular o uso de bicicletas como meio de transporte urbano em um país como o nosso. Como algo que é barato, econômico, prazeroso, saudável e ecológio não entra na pauta do dia?
Ok, o buraco é mais embaixo. Nunca estive em Paris, mas algo me diz que a educação no trânsito e os índices de violência daquele país são bem diferentes do que temos no Brasil. Mesmo assim, fico sonhando em um dia ver uma notícia como a da Velib por aqui. Ou em ir morar no exterior.
A prefeitura de Paris colocou à disposição da população 20 mil bicicletas públicas em cerca de 750 lugares especiais da cidade. Qualquer um que tenha o cartão de transporte público de Paris pode pegar uma bicicleta para se deslocar para onde quiser.
Category: Cotidiano, Política
Friday, 11 of January, 2008

Dizem por aí que Barack Obama é o pré-candidato a presidência dos EUA preferido pelos internautas americanos. Inúmeras ferramentas online estão sendo utilizadas como canais de comunicação e marketing para apoiar sua pré-candidatura à Casa Branca. A iniciativa parece estar realmente fazendo a diferença, não só nos resultados do candidato, mas para a própria política americana.
Conforme comentado no Acheme7, Obama utiliza ferramentas de nanomídia e conteúdo gerado por consumidor, como Flickr, Twitter, Facebook, Myspace e Youtube para atingir os jovens. Analistas norte-americanos estão creditando à campanha de Obama na Internet o fato de o número de jovens eleitores estar crescendo nos EUA (lá não é obrigatório como no Brasil): no estado de New hampshire, por exemplo, o número de votantes com menos de 30 anos mais do que dobrou desde 2004. No entanto, na primária deste estado, Hillary Clinton correu atrás do prejuízo de Iowa e conseguiu vencer Obama.
O pré-candidato já foi até referido como possivelmente o primeiro presidente a ser eleito pela Internet. Não por estar fazendo campanha online, segundo Jeff Jarvis, mas porque ele está sabendo falar com as pessoas certas de uma maneira que antes não era percebida pela grande mídia. Bingo.
The Obama mobile strategy is innovative and well executed. Frankly, it’s so well executed that marketers should be jealous. It proves those who are willing to take a bit of a leap are often rewarded handsomely. Obama’s building a base of voters who look beyond traditional means of communication for interaction and information. He’s satisfying that same base by integrating multiple cross-channel communication platforms. While there’s always room for improvement, there’s indeed a lesson for mobile marketers in the Obama strategy. Daqui.
Obama não é o único a estar presente nas ferramentas de redes sociais, mas é o mais popular entre seus usuários, conforme nos mostram os números do Twitter e gráficos do Youtube. Provavelmente estes são os resultados de uma campanha online e cross-media muito bem executada, “de deixar marketeiros com inveja”, como é explicado na citação acima.
Dados do Twitter dos pré-candidatos
Enquanto isso, no Brasil…
A atenção que o assunto está recebendo da grande mídia, inclusive brasileira - domingo passado o Fantástico mostrou um vídeo bizarro chamado “Eu tenho uma queda por Obama” de uma eleitora que faz campanha no Youtube e virou celebridade -, faz com que eu me pergunte se teremos ações semelhantes no Brasil nas eleições deste ano. Candidatos e assessores, aqui estão meus dados para contato.
UPDATE:
Nos comentários Gabriela Zago lembrou do lendário Cururu, vereador pelotense que já usou o Youtube há alguns anos atrás. Não sei se é exatamente uma estratégia positiva neste caso, mas fica o link para quem quiser rir e refletir.
Category: Marketing, Política, Publicidade, Redes Sociais, Social Media, Tecnologia, Viral, Web 2.0