Times they are a changing

Saturday, 8 of December, 2007

Para ler o post: música legal do Bob Dylan com clipe bizarro do Blackmore’s Night.

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Dizer que o ano passou muito rápido é clichê, daqueles mais batidos. E clichês, assim como jargões, mesmo os que nunca viram um manual de redação sabem: sempre devem ser evitados. Só que olhar para trás sem pensar puta-que-pariu-como-esse-ano-passou-depressa é quase impossível.

Os últimos três meses do calendário sempre foram meus preferidos. Parece que muita gente faz questão de dizer que odeia festas de final de ano, e, sinceramente, eu não consigo entender. Por causa do consumismo exagerado justificado com a desculpa esfarrapada de união, amor e paz? Oras, é assim o ano inteiro! Já diria meu velho amigo Emerson:

Every man alone is sincere. At the entrance of a second person, hypocrisy begins.

Pois então eu gosto muito de final de ano. Calor chegando, todo mundo mais solto e alegre, vontade de fazer e acontecer. Agora eu quero é curtir. Encerrar pendências, reencontrar pessoas, aproveitar uma praia e só voltar a pensar de verdade no ano que vem. Vou deixar pra trás o que foi ruim e recomeçar tudo de novo no próximo ano. Só que de outra maneira. Não custa tentar.

Balanço de final de ano? Acho essencial! Revisar metas, repensar objetivos e traçar novas estratégias deveriam ser atividades constantes. Vá lá, que seja no final do ano, então. Das minhas metas para 2007, atingi plenamente apenas uma, mas que foi tão bacana que compensou outros objetivos que tiveram de ser adiados. Tudo bem, ano que vem tem mais…

The present now will later be past… for the times they are a changing.

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Filosofia de quinta

Thursday, 11 of October, 2007

Complicado filosofar hoje. Não sei se é pela dor no estômago que me acompanha desde domingo, se é o mau-humor da TPM, ou se é pelo fato de que eu tive que caminhar na chuva, esperar 30 min para ficar em pé em um ônibus lotado e caminhar mais na chuva. Pode ser também porque depois de uma noite de quatro horas de sono, a visão de um feriado de muito trabalho não seja a mais alentadora.

Difícil filosofar assim? Por que razão? Mente e corpo não são entidades distintas? Por que a dor atrapalha meu raciocínio? Afinal, a dor é física ou metafísica?

Se eu enquanto corpo sou um ente da natureza e se eu enquanto consciência domino a natureza através da técnica, por que diabos não sinto os efeitos dos medicamentos sobre o meu corpo? Deveria a técnica agir então sobre minha mente? Ou nem deveria agir? Deveria eu apenas aguardar o processo natural da doença segundo a phisis grega?

 

A capacidade de calcular e manipular tudo o que vive, a racionalidade da animalidade, é levada ao extremo em que um super-homem tende a se tornar o sentido (Rüdiger, 2006, p. 120).

 

Acho que vou ter que aumentar a dose do remédio para a gastrite nas quintas-feiras…

Referências Bibliográficas:
RÜDIGER, Francisco. Martin Heidegger e a questão da técnica: prospectos acerca do futuro do homem. Porto Alegre: Sulina, 2006.

 

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Filosofia de quinta

Thursday, 4 of October, 2007

As quintas-feiras me fazem pensar. Seria uma resposta sobre ficar em cima do muro?

Se, na presença da crítica, a barbárie já multiplica e disfarça suas formas, em sua ausência, ela estará à vontade para fazer do mundo até mesmo um extenso e tranqüilo palco para expor seus bizarros dotes de dança (Trivinho, 2001, p. 27).

TRIVINHO, E. O mal-estar da teoria: a condição da crítica na sociedade tecnológica atual. Rio de Janeiro: Quartet, 2001.

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Filosofia do dia

Thursday, 13 of September, 2007

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Nos dias em que temos aula sobre Heidegger com o professor Rüdiger, eu e as colegas nos aquecemos com filosofia barata. Pensando sobre determinados engajamentos políticos, eis que ficou a dúvida:

Sempre teremos de ser contra ou a favor ou é possível ficarmos em cima do muro?

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Autor

Gisele Honscha. 27 anos. Gaúcha. Mestranda em Comunicação e Informação na UFRGS. Especialista em TICs. Publicitária & Jornalista. Blogueira desde 2002. Mãe do Johann. Mulher do Rodrigo. Fã dos livros de Ítalo Calvino, da música do The Gathering e do filme Forrest Gump. Nerd & Proud.