Mídias sociais: quem somos nozes?

Thursday, 24 of January, 2008

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A Target, famosa rede de lojas de departamento dos Estados Unidos, é a primeira empresa que vejo admitir explicitamente que não está nem aí para o que dizem dela em blogs e redes sociais. O que interessa a eles é o que é publicado na “mídia tradicional” e não podem perder tempo com as bobagens que “uma meia dúzia de nerds desocupados dizem nessas modinhas na Internet”.

Não eles, não disseram isto literalmente, mas “a interpretação faz parte da prova”. O “causo” e algumas interpretações sobre o relacionamento da Target com os bloggers americanos está relatado em artigo do News Busters. Resumindo: a rede varejista lançou um anúncio mostrando uma mulher com as pernas abertas no centro de um alvo. Consumidoras conservadoras paranóicas feministas e blogs de publicidade levantaram a polêmica de que, “Oh my God!”, o anúncio subversivo passa a idéia de que o alvo é a genitália feminina, conhecida também como “vadiaina” nos States. OK, eu acho “much ado about nothing” e vou tentar deixar a ironia de lado, já que o que motivou este post foi o e-mail enviado pela Target à Amy, uma blogueira que questionou a mensagem do anúncio, e recebeu a seguinte resposta:

Good Morning Amy,
Thank you for contacting Target; unfortunately we are unable to respond to your inquiry because Target does not participate with non-traditional media outlets. This practice is in place to allow us to focus on publications that reach our core guest.
Once again thank you for your interest, and have a nice day.

Minha primeira impressão foi de “Como assim, Bial?”, mas depois fiquei pensando: e no Brasil? Será que o que andamos postando por aí realmente importa? Eu tenho certeza que a grande maioria das empresas brasileiras, principalmente as médias e pequenas, ainda ignoram sua presença - ou ausência - em blogs e redes sociais. Acho irônico: creio que justamente estas são as que mais podem ser beneficiadas - ou prejudicadas - pelas chamadas mídias sociais.

Mas e as grandes marcas brasileiras que estão tentando cuidar de sua imagem perante este público? Será que elas realmente sabem o que fazer com as informações presentes nos blogs e no Orkut? E será que elas de fato se importam ou é só discurso? E mais: qual será o real impacto nas vendas, nos lucros e no market share deste vasto conteúdo gerado pelos consumidores?

As perguntas não são retóricas, são questionamentos que às vezes passam pela minha cabeça. Quer saber? Sinceramente, tenho o palpite de que os blogueiros brasileiros são bem menos relevantes, articulados e engajados se comparados aos americanos, principalmente no que diz respeito ao consumo. Não que isto tenha a ver com blogs, o brasileiro ainda é um consumidor passivo e submisso, talvez por isso a polêmica do anúncio da Target me soe exagerada.

Então, será que os blogueiros brasileiros, que formam uma elite em termos de acesso a ferramentas de articulação e engajamento, não poderiam ser um pouco mais relevantes de vez em quando?

A gente pode, a gente sabe, mas será que a gente faz?

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Category: Blog, Comunicação, Consumo, Mídia, Publicidade, Social Media

Bitpapo

Thursday, 3 of January, 2008

Então quatro comunicólogos “desocupados” se reúnem para um chat cabeça via MSN para falar sobre um tema qualquer. O que será que os logs revelam?

Ontem participei do meu primeiro Bitpapo com Secco, Amaral e Gus. Descubra aqui como do tema inicial TV fomos parar em futebol, 3G, blogs, flash mobs, pole dancing e corrida de São Silvestre.

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Category: Bitpapo, Chat, Comunicação, Mídia, Tecnologia, Televisão, Web 2.0

Flavia, vivendo em coma

Tuesday, 6 of November, 2007

Ontem, depois de comentar sobre o caso da Rosana Hermann, fiquei lendo o Querido Leitor, até me deparar com um post sobre o Flavia, vivendo em coma. O blog é mantido pela mãe de Flavia, uma menina que vive em coma há nove anos devido a um acidente com o ralo de uma piscina.

Passei horas lendo seu blog. Chorei ao ler a declaração de amor do irmão de Flavia. Fiquei chocada com o descaso da lei e dos responsáveis pela tragédia para com esta família. Quando eu era criança, lembro que morria de medo de ficar perto dos ralos das piscinas, minha mãe sempre dizia para eu cuidar, mas não imaginei que acidentes graves aconteciam de fato por conta deles. Há inclusive casos de adultos que faleceram da mesma forma em banheiras. Agradeço Odele Souza pelo alerta, com certeza estarei mais atenta o dia em que meu filhote entrar em uma piscina.

Da mesma forma como cheguei ao blog da mãe de Flavia, o Inagaki também chegou e postou sobre o assunto. E postou ainda sobre outro caso em que blogs estão sendo usados para divulgar informações aparentemente ignoradas pela grande mídia. Leia.

Quando escrevi sobre doação de órgãos, pensei justamente no potencial de difusão de informações dos blogs sendo usado com propósitos mais altruístas pelos mesmos blogueiros que se preocupam tanto em como ganhar dinheiro blogando… falarei mais sobre isso no próximo post.

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Volta ao mundo pelo Stickam

Tuesday, 30 of October, 2007

Há alguns posts atrás falei que testei uma camera do chat das AXE Angels. Antes que a Urubu se assuste com a idéia de eu andar fazendo cara de burrinha fatal por aí, me explico: estava testando o programa, o software, não as minhas habilidades de modelo. Se bem, que eu até agradei, sabe?

Mas vamos ao Stickam. O Stickam é um software social em que as pessoas se transmitem ao vivo pela webcam. Ao criar um perfil por lá, você tem a opção de abrir sua própria sala de chat e broadcasting ou pode apenas entrar na sala nos outros. Também é possível entrar no chat alheio de forma anônima. Em uma sala particular é possível teclar com várias pessoas, ver a webcam de vários usuários e ainda ouvir o áudio de todos ao mesmo tempo (ou escolher quem quer ouvir). Ou seja, é tudo ao mesmo tempo agora ao vivo em qualquer lugar.

Tá, mais qual a graça? Bom, aí vai da criatividade e gosto de cada um, né? Eu, particularmente, achei o máximo as possibilidades que a ferramenta oferece. Em alguns dias “estudando” o sistema, descobri e vislumbrei diversos usos, inclusive comerciais. E você ainda pode colocar o embed de sua cam no seu blog, para seus leitores te verem enquanto você posta. Divertido, né? Abaixo um pequeno relato de algumas viagens minhas pelo mundo através do Stickam.


* Aparentemente há pouquíssimos brasileiros participando da “live community”. A grande maioria é dos EUA. Há muitos, muitos, muitos emoboys e amogirls, assim como muitos bissexuais e gays. Falei uma redundância (sem preconceito, mas parece que é comum os emos serem bi, ao menos por lá)?


* Claro que muitos homens entram pensando em putaria. Não gostei de brincar de “ir live”, sempre entra um mala dizendo “show me your tits”. Não mostrei, antes que perguntem.


* O rapaz da foto abaixo faz shows. Toca violão e canta para sua platéia virtual. Eu tava nesse show ali em cima, ó! Notem que mandaram eu desligar meu microfone para a música que eu estava ouvindo não atrapalhar a desafinação do cantor. Que gafe minha!! Também vi a cam de uma banda que transmite seus ensaios.

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* Há muitas rádios transmitindo sua programação por lá. Assisti a um debate sobre religião bem interessante: três radialistas debatendo, o pessoal no chat na cam e teclando, ouvintes da rádio participando. Uma verdadeira suruba midiática!


* Assisti ao broadcasting de uma loja de departamentos. Uma menina convidava as pessoas para algum evento que aconteceria por lá, acho que show de alguma banda. Atrás dela, o pessoal comprando e olhando roupas normalmente.


* Essa coreana quer fazer amigos. Tecla e come sorvete ao mesmo tempo. Notem que eu errei minha idade – o print screen foi feito hoje, ainda não acostumei com meus 27. Mesmo assim, ela ainda me chamou de velha, disse que eu parecia jovem.

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* Na página inical você pode olhar algumas cams sem entrar no chat. Alguns ficam dormindo, uns saem e deixam a cam ligada, enquanto outros mostram suas atividades no trabalho.

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* Pensei ficar monitorando meu filhote do trabalho enquanto ele fica em casa com a babá. Poderia até convidar o pai, avós e amigos para fazerem o mesmo, mas acho paranóia demais. Fica a dica para quem precisar.

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Eu no Estadão

Monday, 1 of October, 2007

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Pronto. Virei “fonte” do Estadão. Publicaram no Link a minha opinião sobre o BlogLog, ou melhor, a única coisa positiva que eu disse a respeito do portal. O ironia do resto do post foi para as cucuias. Virei boazinha. Droga!

Tudo bem. Ei Globo,  minha disponibilidade para ser personal blogger, ou ghost blogger como sugeriu outro blogueiro citado, está de pé. Já tenho esta experiência no currículo, qual o e-mail do RH?

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Category: Mídia

Autor

Gisele Honscha. 27 anos. Gaúcha. Mestranda em Comunicação e Informação na UFRGS. Especialista em TICs. Publicitária & Jornalista. Blogueira desde 2002. Mãe do Johann. Mulher do Rodrigo. Fã dos livros de Ítalo Calvino, da música do The Gathering e do filme Forrest Gump. Nerd & Proud.