Alunos de inglês adoram quando o professor leva música. É a glória! Como sempre fui um ser muito musical, era algo que me dava bastante satisfação, por isso sempre cuidava na escolha da música e procurava propor uma atividade prazerosa mas também relevante para o aprendizado. Infelizmente “na minha época” não havia ainda o youtube, que eu identifico como um poço sem fim de recursos extras a serem utilizado em qualquer sala de aula. Se hoje eu fosse teacher, um ótimo warm up seriam os vídeos abaixo. Tomei conhecimento deles quando estava blogless, mas não poderia voltar à blogosfera sem dividir com os amigos. Já vi muita coisa estranha na Internet, mas nada se compara a essas vídeo-aulas japonesas.
Aula 1 - I was robbed by two men
A comunicação em caso de assalto é fundamental. Você pode oferecer aos ladrões o que você tem e suplicar por sua vida. E como reportar ao policial após o fato? Vocabulário fundamental os que precisam viajar para países bárbaros.
Aula 2 - You drive me crazy!
Namorados canalhas existem em todos os países, assim como chefes FPD. Vocabulário essencial para lidar com todos os tipos de cafagestes.
Como alguns leitores sabem, um dia eu fui an English teacher, daquelas formadas em Letras e tudo mais. Lecionar é algo que sempre me deu muito prazer. Por mais trabalhoso que fosse, era mais do que gratificante preparar uma aula pensando no perfil do aluno e, ao final, sentir que os objetivos haviam sido alcançados.
Graças aos excelentesprofessores que tive na licenciatura, aprendi que um bom warm up ajudava os alunos a esquecerem o mundo lá fora e ficarem receptivos aos trabalhos propostos. Descobri também que uma aula bem planejada deve ter um fio condutor, ou seja, é preciso haver uma sequência lógica nas atividades, uma coisa tem que levar à outra, a aula não pode ser apenas uma colagem de exercícios aleatórios. E no final, é bom que haja um fechamento: mostra que as tarefas aconteceram conforme o esperado, permite ao professor verificar se os objetivos foram atingidos e faz com que os alunos deixem a aula com uma sensação agradável, de preferência com vontade de voltar para o próximo encontro. Falando parece fácil, e até óbvio, mas juro que não é tão simples.
Enquanto eu era aluna em Letras e professora no Yázigi, percebia que toda essa teoria que eu estudava e tentava aplicar no ensino do inglês era totalmente ignorada pela maioria dos meus professores no curso de Comunicação. E eu tinha - e ainda tenho - plena convicção de que esses pequenos detalhes teriam feito muita diferença caso meus professores jornalistas e publicitários tivessem parado um minuto para preparar uma aula agradável e interessante.
Justamente dessa insatisfação com as aulas de alguns professores da Ecos é que nasceu em mim o desejo de deixar a carreira de teacher para um dia ser mestre em um curso de comunicação. Diversas vezes me peguei analisando o modo de lecionar (ou de fazer de conta) de alguns professores e pensando “se fosse eu, faria assim, assado, traria isto, aquilo e iria lá e acolá”. Eu sei que alunos são os seres que mais reclamam no universo, até mesmo porque há anos estou nesta condição que me parece crônica, mas sonho com este desafio de um dia saber que alunos de uma disciplina de um curso de comunicação sairam da aula felizes e empolgados porque cumpri meu papel de mestre da melhor forma possível.
Gisele Honscha. 27 anos. Gaúcha. Mestranda em Comunicação e Informação na UFRGS. Especialista em TICs. Publicitária & Jornalista. Blogueira desde 2002. Mãe do Johann. Mulher do Rodrigo. Fã dos livros de Ítalo Calvino, da música do The Gathering e do filme Forrest Gump. Nerd & Proud.