Wednesday, 12 of March, 2008

Mentira, nunca mais ouvi falar da banda Professor Antena, eu é que estou atacando de professora novamente: nas terças-feiras visto minha melhor cara de nerd e me transformo na profe do Seminário de Tecnologia e Comunicação, na UFRGS. A experiência faz parte das minhas atividades de mestranda, e se você já me leu antes, pode imaginar que estou feliz e contente com a novidade.
Como não poderia ser diferente, a disciplina tem um blog: o somosnozes.us. Auto explicativo? E claro, os alunos devem criar seus próprios blogs também. E não é que eu já me surpreendi com algumas primeiras postagens? Destaque para os posts: O que significa Web 2.0 para você?, O desafio publicitário na Cibercultura e Claro que eu não sei o que é Cibercultura. Você que também bloga e sabe como é legal quando alguém comenta seus posts, faça novos blogueiros felizes: leia e comente!
Quantas vezes a gente fala no melhor estilo Levy de ser que “qualquer um pode criar um blog”? No entanto, na prática, não é tão fácil assim. Depois de quase seis anos blogando, às vezes esqueço que para criar e manter um blog é preciso um certo esforço, um pouco de dedicação e alguns conhecimentos… Ou professores que vejam sua importância na formação dos futuros comunicadores.
Agradecimentos especiais à Raquel, Alex e Urubu. Quero ser vocês quando eu crescer.
Teacher G. in the house!!!
Category: Academia, Comunicação, Pesquisa
Thursday, 24 of January, 2008

A Target, famosa rede de lojas de departamento dos Estados Unidos, é a primeira empresa que vejo admitir explicitamente que não está nem aí para o que dizem dela em blogs e redes sociais. O que interessa a eles é o que é publicado na “mídia tradicional” e não podem perder tempo com as bobagens que “uma meia dúzia de nerds desocupados dizem nessas modinhas na Internet”.
Não eles, não disseram isto literalmente, mas “a interpretação faz parte da prova”. O “causo” e algumas interpretações sobre o relacionamento da Target com os bloggers americanos está relatado em artigo do News Busters. Resumindo: a rede varejista lançou um anúncio mostrando uma mulher com as pernas abertas no centro de um alvo. Consumidoras conservadoras paranóicas feministas e blogs de publicidade levantaram a polêmica de que, “Oh my God!”, o anúncio subversivo passa a idéia de que o alvo é a genitália feminina, conhecida também como “vadiaina” nos States. OK, eu acho “much ado about nothing” e vou tentar deixar a ironia de lado, já que o que motivou este post foi o e-mail enviado pela Target à Amy, uma blogueira que questionou a mensagem do anúncio, e recebeu a seguinte resposta:
Good Morning Amy,
Thank you for contacting Target; unfortunately we are unable to respond to your inquiry because Target does not participate with non-traditional media outlets. This practice is in place to allow us to focus on publications that reach our core guest.
Once again thank you for your interest, and have a nice day.
Minha primeira impressão foi de “Como assim, Bial?”, mas depois fiquei pensando: e no Brasil? Será que o que andamos postando por aí realmente importa? Eu tenho certeza que a grande maioria das empresas brasileiras, principalmente as médias e pequenas, ainda ignoram sua presença - ou ausência - em blogs e redes sociais. Acho irônico: creio que justamente estas são as que mais podem ser beneficiadas - ou prejudicadas - pelas chamadas mídias sociais.
Mas e as grandes marcas brasileiras que estão tentando cuidar de sua imagem perante este público? Será que elas realmente sabem o que fazer com as informações presentes nos blogs e no Orkut? E será que elas de fato se importam ou é só discurso? E mais: qual será o real impacto nas vendas, nos lucros e no market share deste vasto conteúdo gerado pelos consumidores?
As perguntas não são retóricas, são questionamentos que às vezes passam pela minha cabeça. Quer saber? Sinceramente, tenho o palpite de que os blogueiros brasileiros são bem menos relevantes, articulados e engajados se comparados aos americanos, principalmente no que diz respeito ao consumo. Não que isto tenha a ver com blogs, o brasileiro ainda é um consumidor passivo e submisso, talvez por isso a polêmica do anúncio da Target me soe exagerada.
Então, será que os blogueiros brasileiros, que formam uma elite em termos de acesso a ferramentas de articulação e engajamento, não poderiam ser um pouco mais relevantes de vez em quando?
A gente pode, a gente sabe, mas será que a gente faz?
Category: Blog, Comunicação, Consumo, Mídia, Publicidade, Social Media
Tuesday, 22 of January, 2008

Este será o post mais emocionado e estapafúrdio da minha vida de blogueira. Mal consigo controlar a ansiedade de postar sobre uma coisa de que gostei tanto, mas que vai ser o meu maior mico de todos os tempos. Inauguro hoje um novo conceito: o micoblogging. Desenvolvido no sistema Poste e Pague, conhece? V.A. garantida para todos os usuários.
Tive o prazer de conhecer o site-rede-software-social colaborativo mais legal que já inventaram, que também é o mecanismo de busca e wiki mais genial e criativo da história. Você vai dizer que eu estou exagerando. E estou, mas é um exagero sincero, realmente achei o troço mais absurdamente legal que vi nos últimos tempos: chama-se midomi.
Sistema de busca e wiki mais genial e criativo do universo:
Sabe aquela música chiclete do inferno que passa o dia inteiro na sua cabeça e você não faz a mínima idéia do que seja, não lembra nem da letra direito e não quer ter de cantarolar errado para seu amigo palhaço ficar te zoando e nem conseguir ajudar?
Tudo o que você precisa é de um microfone e um computador:
1. Entre no midomi.
2. Clique em “Procurar Cantando” para começar a gravar a sua procura.
3. Cante ou trauteie o que procura. Grave a melodia durante 10 segundos ou mais.
4. Veja os resultados da procura e os usuários da midomi que ajudarão a encontrar a música.
Rede Software Social mais divertido de todos os tempos. Ou micoblogging:
Você cria um perfil, escolhe a música que quer cantar e grava. Os usuários podem ouvir, dar nota e fazer comentários. Se você A-M-A cantar, este é o lugar perfeito. Se você quer um local para mostrar seus dotes vocais, este é o lugar ideal. Se você acha engraçado ver pessoas desafinando, este é o lugar. Se você detesta sentir vergonha alheia (a famossa VA), muita calma nessa hora: talvez seja melhor não continuar lendo.
Pelo bem da ciência e da blogosfera, eu, que nem gosto de cantar, resolvi fazer o test-drive do sistema. Criei um perfil e soltei o gogó experimentei as funcionalidades. Só que antes que você role rindo, alguns avisos importantes: esqueça aquela história de que eu já brinquei de cantar em bandas de garagem; esqueça também dos rumores sobre as aulas de canto que tive. Foi há muitos anos atrás. E era mentira.
Falando sério: vou pagar este mico de postar para todo mundo ouvir eu fora de tom, desafinada e cantando para dentro. Já fiz melhor do que isso, mas acho que a falta de prática acabou com o mínimo de técnica que um dia consegui ter. Além disso, testei o site com o marido rindo na volta às 2h da manhã, ou seja, se eu colocasse o som ou tentasse cantar mais alto, o mico de ter vizinhos batendo na porta seria bem maior.
Veja bem, não que eu fosse cantar muito melhor em outras circunstâncias, mas ao menos posso ter uma desculpa. Ah, e tem mais: não escolhi músicas apropriadas para minha voz, mas algumas preferidas.
Meu perfil está aqui. Ovos e tomates podem ser enviados para o meu email. Não agüentei a pressão psicológica da vergonha e deletei minhas gravações.
Observações:
O programa é uma versão beta e está em um português mal traduzido. Na hora de gravar, você escolhe um título do acervo ou insere o nome da música e banda. Você seleciona a língua em que vai cantar e grava. Sua gravação vai contribuir para a base de dados do programa e, assim, ajuda a melhorar os resultados das buscas dos outros usuário. É desta forma que o midomi é um software colaborativo.
Adivinha a nacionalidade mais comum lá? Só dá japonês! Que japa não é amarradão em um karaoke?
Mal vejo a hora de ficar sozinha em casa em horário de barulho na rua. Vizinhos, preparem seus algodões!
Category: Comunicação, Música, Redes Sociais, Social Media, Tecnologia
Wednesday, 16 of January, 2008
Para refletir:
Ele (Juremir Machado) condena os empresários e publicitários, que define como os principais vendedores de mitos da modernidade. “Essas duas categorias, cúmplices, vivem de desqualificar o passado e de inventar futuros que se transformam em pesadelos presentes. Um publicitário é, em geral, um sujeito com um visual esquisito que vive de louvar a inutilidade de novos produtos para que eles sejam rapidamente adotados em lugar de outros”, descreveu o jornalista. Daqui.
A opinião do jornalista foi publicada no jornal Correio do Povo, de Porto Alegre. Questionar o papel e até a ética da publicidade em nossa sociedade é importante, mas o comentário sobre o “visual esquisito”foi infeliz. Além de preconceituoso, é irrelevante e inútil para o debate. Vou tentar me ater ao que interessa, então.
O consumismo excessivo de nossos tempos seria mesmo culpa dos publicitários?
UPDATE: ainda bem que existem as amigas para complementar nossos posts de maneira brilhante quando não temos nem tempo e nem coragem suficiente para dar a cara a tapa. Leiam o que a Taís disse sobre isto.
Category: Comunicação, Consumo, Publicidade
Wednesday, 9 of January, 2008
O título não é uma crítica, eles usam a palavra bosta mesmo. Não lembro de ver esse termo no Manual de Redação da Folha de SP. Se você tem o manual como eu, adicione lá: bosta pode.
Na verdade o jornalista usou o termo fazendo referência à crítica de alguns blogs ao Big Brother Brasil, ou melhor, Big Bosta Brasil. O interessante é que o editor da Folha se posiciona ferozmente contra o programa e de certa forma elogia os blogs que criticam o reality-show: “A Globo deveria fazer um ‘Big Brother Brasil’ só com blogueiros. Seria mais divertido, útil e inteligente. Mas isso não deve ocorrer nunca, pois a emissora carioca só consegue enquadrar o mundo em pranchetas, em estatísticas de ibope e faturamento. Nada pode ser imprevisível, fora da lista de estereótipos, oferecer algum tipo de risco financeiro”. Leia na íntegra aqui.
Para mim, BBB é um daqueles programas para o qual vale a máxima: é ruim mas é bom. Tipo Chaves. As pessoas metem o pau, mas vêem. Chegam a não suportar, mas falam sobre o assunto. Dizer que o BBB é um lixo por inúmeras razões que nem preciso citar, você já deve ter várias, é praticamente um consenso, mas já é a oitava edição e o mesmo modelo. Que pena?
Particularmente eu gosto do formato, enquanto entretenimento é eficaz. A forma como os “personagens” e enredos se desenvolvem são quase tão envolventes quanto os de Lost ou Heroes. Claro que pessoas mais interessantes, com conteúdo e menos apelação sexual seria interessante, mas sejamos sinceros: o estigma já está estabelecido, dificilmente a massa crítica mudaria de opinião.
Eu acharia o máximo um BBB com blogueiros inteligentes e divertidos, mas, honestamente, não sei se a seleção seria das mais fáceis. No mínimo eles teriam que continuar conectados com o mundo (lembre-se de que o formato confinamento + conexão também não é novo). Já pensou um grupo de geeks tendo crises de abstinência? Ficariam muito chatos. Dica da Raquel Camargo.
Category: BBB8, Comunicação, Televisão
Monday, 7 of January, 2008
A ação da Rádio Rock é divertida, mas há uma outra notícia de muito mais relevância no Long Tail que merece atenção.
Microsoft e NBC Universal anunciaram que irão transmitir gratuitamente todas as competições das Olimpíadas de Pequim 2008, do site oficial do evento, NBCOlympics.com, para o MSN.
No release da assessoria da Microsoft, o evento está sendo chamado de a primeira “Olimpíada Cauda Longa”, já que os espectadores vão ter a oportunidade de acompanhar a performance de seus atletas e representantes em todas as modalidades, tenham elas sete fãs ou sete milhões.
NBCOlympics.com on MSN will be available free and powered by Microsoft Silverlight technology, a cross-browser, cross-platform plug-in for delivering high-quality video experiences on the Web.
Saiba mais.
Fico me perguntando o que as grandes emissoras de TV, que sempre brigam pela exclusividade de transmissão de eventos esportivos, estão achando da novidade. Talvez o real impacto desta iniciativa no Brasil seja muito pequeno (se é que existirá algum), já a TV ainda é disparada a grande fonte de informação e entretenimento no país. No entanto, provavelmente aí estão os primeiros indícios de que as emissoras de TV terão que repensar conteúdo e modelo de negócios em um futuro não muito distante.
Category: Broadcasting, Cauda Longa, Comunicação, Esporte, Tecnologia, Televisão, Vídeo
Monday, 7 of January, 2008

Vi no Long Tail esta ação de guerrilha de uma rádio britânica e resolvi postar sobre o assunto. Antes de fazer qualquer comentário, entrei no site da Rock Radio e li que no momento estava tocando Love Bites do Def Lepardopção. Como existia a opção Listen Now, pensei “cool, let’s do it”.
Minha decepção foi quando, após ouvir o anúncio do patrocinador, uma moça disse: “This service is not available to listeners outside of the UK”. Então ao invés de dizer “puxa, que sacada legal”, já que todo rockeiro é um air guitarrista em potencial, vou dizer apenas “por que diabos uma rádio não permite ouvintes de outros países através de seu site?”. Alguém sabe me dizer se existe alguma restrição legal para isso?
Category: Broadcasting, Comunicação, Marketing, Música
Thursday, 3 of January, 2008
Então quatro comunicólogos “desocupados” se reúnem para um chat cabeça via MSN para falar sobre um tema qualquer. O que será que os logs revelam?
Ontem participei do meu primeiro Bitpapo com Secco, Amaral e Gus. Descubra aqui como do tema inicial TV fomos parar em futebol, 3G, blogs, flash mobs, pole dancing e corrida de São Silvestre.
Category: Bitpapo, Chat, Comunicação, Mídia, Tecnologia, Televisão, Web 2.0