O blog Social Media Influence fez uma interessante análise de como as 10 maiores marcas do mundo são vistas através do YouTube. Para fazer a “YouTube Corporate Top 10 list” eles pegaram as 10 maiores marcas globais, conforme o guia anual da Business Week com as top 100, e as buscaram no YouTube. Todos os vídeos da lista apareceram nos primeiros 10 resultados, possuem mais de um milhão de visualizações e geraram centenas de comentários.
O Social Media Influence explica então os motivos pelos quais estes vídeos são um sucesso e faz uma análise do impacto deles para a marca, atribuindo notas positivas e negativas. Veja como exemplo a análise do vídeo número 1, do Ronaldinho Gaúcho para a Nike. A lista completa pode ser vista em dois posts: Parte I e Parte II.
1 - Nike: Ronaldinho Touch of God The Brazilian footballing great receives a new set of boots and then puts on a ball control masterclass in this handheld “home movie” style viral video produced by Nike and uploaded to YouTube on Nike Soccer’s own channel.
Impact on Reputation: +10 (This sleight of foot video was produced for and distributed only on YouTube. In fact it’s the only “corporate commercial” in the top 100 most-viewed YouTube videos. Its success lies in the fact that it actually feels like a YouTube video. A good example of a company understanding its audience.)
Toda marca que visa o público jovem e descolado deve ter um blog? Um perfil no Twitter? Será que só de blogs vivem as empresas que querem oferecer conteúdo a seus consumidores? Talvez não.
A West Coast, por exemplo, aposta no formato revista digital semanal. Com a Snackzine, a marca tem a intenção de proporcionar uma experiência diferente aos seus leitores: o conteúdo sobre atualidades e tendências é explorado através de um design arrojado e de uma navegação diferenciada. Ou seja, neste caso, a forma é tão importante quanto o conteúdo, ou melhor, também é conteúdo.
Para uma marca de calçados que ser reconhecida no mercado como inovadora, descolada e fashion, nada mais justo: o branding da West Coast na Internet está sendo feito de acordo com o posicionamento desejado.
No entanto, não pude deixar de pensar: e se a marca tivesse um blog? Particularmente eu senti falta de poder assinar RSS e de pegar o endereço do permalink para citar uma matéria de que gostei. Por outro lado, sabemos que blogs têm outra dinâmica. Além de terem um design mais “quadrado” e de precisarem de uma atualização mais freqüente, os blogs parecem ter algo intrínseco que sugere a construção de um relacionamento mais aprofundado com os leitores, comentaristas e blogueiros da “vizinhança”. Ou seja, um blog requer um trabalho diferente de uma revista digital e, por mais que eu seja entusiasta do formato blog, achei interessante ver uma empresa focada no público jovem que não sucumbiu à “onda” você precisa ter um.
Blogs bem planejados e executados podem ser canais fantásticos para a comunicação entre marca e consumidores, mas não ter pode ser OK também. Ps. Agradecimentos ao assessor da Snackzine que gentilmente me convidou para fazer um review sobre a revista e me deixou escolher este lindo par de “botinhas tipo tênis” da Cravo & Canela de presente. Antes de qualquer crítica ofensiva, lembre-se: embora eu seja formada em jornalismo, este blog é de cunho pessoal e opinativo, não estou no papel de jornalista aqui.
Amanhã tem Cevas & Blogs em Porto Alegre. Não é preciso convite VIP nem compra de ingressos antecipados, portanto, todos podem aparecer.
Será às 20h do dia 15 de fevereiro no Boteco Natalício, na Cidade Baixa. Se tudo acontecer como previsto, estarei lá. Quem mais me acompanha?
Particularmente eu não gosto da Cerveja Polar, mas amo os comerciais da marca. E tem imagem melhor para ilustrar um post sobre cerveja em Porto Alegre? Mazááááá.
Como prometi, não vou ficar divagando sobre o Big Brother aqui, mas isso não me impede de sugerir uma leitura bastante ‘instrutiva” sobre o programa.
Cada participante do BBB tem um blog com as impressões sobre a casa. Nunca vi eles postando de lá, imagino que isso ocorra fora das lentes das câmeras que são exibidas no pay-per-view. O que me intriga é que provavelmente são eles mesmos que digitam seus posts e, por algum motivo, apesar de haver moderação de comentários, não há um editor para melhorar os textos dos jogadores. Ou o cara pediu demissão depois de ver que existem casos perdidos. Ou você acha que poderia fazer algo pelo blog a que me refiro?
Em um blog, o legal de se meter a escrever sobre algo que a gente não domina at all é que sempre aparece alguém que entende do assunto sugerindo ótimas fontes e exemplos para que nos informemos melhor.
Depois de passar 10 anos sem andar de bicicleta, eu quis apenas registrar o feito e refletir sobre os motivos que me impedem de tal prática. Aí o Marcelo do Amaral apareceu para salvar a minha argumentação vazia com sua experiência e referências urbanas:
A Target, famosa rede de lojas de departamento dos Estados Unidos, é a primeira empresa que vejo admitir explicitamente que não está nem aí para o que dizem dela em blogs e redes sociais. O que interessa a eles é o que é publicado na “mídia tradicional” e não podem perder tempo com as bobagens que “uma meia dúzia de nerds desocupados dizem nessas modinhas na Internet”.
Não eles, não disseram isto literalmente, mas “a interpretação faz parte da prova”. O “causo” e algumas interpretações sobre o relacionamento da Target com os bloggers americanos está relatado em artigo do News Busters. Resumindo: a rede varejista lançou um anúncio mostrando uma mulher com as pernas abertas no centro de um alvo. Consumidoras conservadoras paranóicas feministas e blogs de publicidade levantaram a polêmica de que, “Oh my God!”, o anúncio subversivo passa a idéia de que o alvo é a genitália feminina, conhecida também como “vadiaina” nos States. OK, eu acho “much ado about nothing” e vou tentar deixar a ironia de lado, já que o que motivou este post foi o e-mail enviado pela Target à Amy, uma blogueira que questionou a mensagem do anúncio, e recebeu a seguinte resposta:
Good Morning Amy,
Thank you for contacting Target; unfortunately we are unable to respond to your inquiry because Target does not participate with non-traditional media outlets. This practice is in place to allow us to focus on publications that reach our core guest.
Once again thank you for your interest, and have a nice day.
Minha primeira impressão foi de “Como assim, Bial?”, mas depois fiquei pensando: e no Brasil? Será que o que andamos postando por aí realmente importa? Eu tenho certeza que a grande maioria das empresas brasileiras, principalmente as médias e pequenas, ainda ignoram sua presença - ou ausência - em blogs e redes sociais. Acho irônico: creio que justamente estas são as que mais podem ser beneficiadas - ou prejudicadas - pelas chamadas mídias sociais.
Mas e as grandes marcas brasileiras que estão tentando cuidar de sua imagem perante este público? Será que elas realmente sabem o que fazer com as informações presentes nos blogs e no Orkut? E será que elas de fato se importam ou é só discurso? E mais: qual será o real impacto nas vendas, nos lucros e no market share deste vasto conteúdo gerado pelos consumidores?
As perguntas não são retóricas, são questionamentos que às vezes passam pela minha cabeça. Quer saber? Sinceramente, tenho o palpite de que os blogueiros brasileiros são bem menos relevantes, articulados e engajados se comparados aos americanos, principalmente no que diz respeito ao consumo. Não que isto tenha a ver com blogs, o brasileiro ainda é um consumidor passivo e submisso, talvez por isso a polêmica do anúncio da Target me soe exagerada.
Então, será que os blogueiros brasileiros, que formam uma elite em termos de acesso a ferramentas de articulação e engajamento, não poderiam ser um pouco mais relevantes de vez em quando?
A gente pode, a gente sabe, mas será que a gente faz?
Meu primeiro post em um blog foi no dia 31 de maio de 2002. Nesses quase seis anos eu já passei por diversos layouts, URLs, temas e nomes, mas sempre tive a referência “meu blog”. Até um tempo atrás, blogar era para mim um ato essencialmente pessoal. Escrevia para mim e poucos amigos, a maioria blogueiros também.
Lá nos primeiros anos da década em que estamos, em Pelotas formou-se um grupo de nerds blogueiros que em 2003 passamos a chamar de Blogueiros Pel, comunidade virtual que inclusive foi tema do meu TCC, orientado pela Raquel Recuero.
A Raquel foi a Mestre Jedi dos primeiros blogs que surgiram em Pelotas. Não posso afirmar que ela foi a primeira, mas tenho certeza que ela foi fundamental na viralização deste tipo de publicação por lá em uma época em que todos perguntavam “um o quê?” quando você dizia “eu tenho um blog”.
Fui introduzida aos blogs por intermédio do Leonardo Tissot (alguém sabe por onde a URL dele anda?) que por sua vez conheceu o formato através da Raquel. Gostei da idéia e também fiz um. Naquele tempo, as pessoas ainda utilizavam muito o mIRC e isso contribuiu para que mais nerds se juntassem ao grupo.
Entre 2002 e 2003 conheci e retomei contato com muitos amigos pelotenses por causa de nossos blogs e dos encontros do Blogueiros Pel. Pessoas que são próximas até hoje, embora muitos tenham abandonado seus não-espaços (?) virtuais.
Até o ano passado minha identidade enquanto blogueira era essa e eu estava feliz asssim. Só que por conta de meu emprego e do mestrado, o cenário mudou um pouco de figura. Blogs viraram o tema central do meu trabalho e comecei a sentir a necessidade de mudar. O primeiro passo foi adquirir um domínio próprio. E não foi simples. A falta de foco ou de um único tema me deixou confusa na hora de escolher um título e endereço definitivo. Por isso optei por utilizar meu nome mesmo.
O problema continuou. Comecei a entrar em uma crise de identidade blogueira. De certa forma, meu blog passou a ser meu cartão de visita profissional e, por isso, comecei a me sentir desconfortável com os posts no estilo que eu costumava fazer: totalmente descompromissados com conteúdo, forma e relevância.
Sinto que estou em um período de transição. Não tenho vontade de ser impessoal, gosto de manter os amigos informados sobre a cor atual do meu cabelo ou sobre meus planos e realizações. Por outro lado, penso que tenho que mostrar algo a mais para meus novos amigos e leitores, que não conhecem este meu background blogueiro, mas sim a Giselééééé publicitária e pesquisadora que trabalha com blogs.
Que rumo vou tomar? Ainda não tenho certeza, mas o fato é que tenho levado esta tarefa bastante a sério. Cada vez mais estudo, observo e experimento com o objetivo de me firmar como uma blogueira profissional, seja lá o que isto significa exatamente.
Por enquanto este blog vai continuar sendo um espaço para eu falar um pouco da minha vida pessoal, refletir sobre o cotidiano e dividir informações interessantes, principalmente sobre assuntos referentes a meu trabalho e pesquisa: comunicação, cibercultura, blogs, publicidade, tecnologia, redes sociais e afins. Em breve um novo layout e a marca “giseleh” devem pintar por aqui.
Em paralelo, vou manter um outro blog, nada pessoal, onde pretendo postar sobre bobagens, futilidades, fofocas e notícias que estão em alta: Inside the Trends. Embora eu esteja assumindo sua autoria, quero deixar claro que não assino embaixo de tudo que eu escrever por lá. O objetivo? Liberar meu lado povão nada intelectual que assiste Big Brother, utilizar os principais termos de busca do momento para atrair visitantes e receita de publicidade, e, assim, poupar os leitores deste blog de grandes oscilações entre temas e ainda manter a pose por aqui.
E se você leu todo este desabafo, diz aí o que você pensa de tudo isto. Afinal, o principal culpado desta minha crise de identidade blogueira provavelmente é você.
To its true believers at small businesses, it is a low-cost, high-return tool that can handle marketing and public relations, raise the company profile and build the brand.
O artigo, recomendado pelo Rafael Ziggy viaTwitter, não traz grandes novidades para quem já trabalha com blogs, mesmo assim alguns pontos são interessantes, principalmente levando em conta que o pequeno empresário é o target da matéria. De qualquer maneira, o caso do fabricante de sorvetes Danali Flavors merece atenção.
John Nardini, assessor de marketing da empresa, explica que criou uma série de blogs com focos distintos, com o intuito de gerar reconhecimento de marca para um dos sabores do fabricante. O plano era criar um blog com tantos acessos que acabasse sendo um veículo mídia independente, onde o principal anunciante seria justamente o fabricante de sorvetes e sua marca Moose Tracks. Uma versão modesta de um negócio nos moldes da Igreja Universal com a Record no Brasil. Parece que deu certo. Aqui e lá.
Segundo Nardini, para a Danali Flavors, a experiência funcionou com o blog Free Money Fincance, cujo tema não tem a ver com o negócio de seu cliente, mas é de grande interesse dos internautas.
Comparando com alguns blogs independentes brasileiros ou com os sites institucionais de algumas grandes marcas, os números, se não impressionam, garanto serem bons o suficiente para valer o investimento “ridículo”: a marca é exposta a aproximadamente 4.500 mil visitantes por dia, a um custo anual de U$ 400,00 mais o salário do assessor. O blog fatura ainda de 30 a 40 mil dólares por ano veiculando publicidade, mas a receita é revertida para a caridade.
Enquanto case de sucesso, o exemplo é fantástico. No entanto, tirando a mídia espontânea no New York Times e nos blogs que devem comentar o assunto, faço uma ressalva. Minha dúvida quanto a real eficácia da estratégia diz respeito ao layout do blog e à exposição da marca Moose Tracks, principal sponsor e razão da existência da publicação. Com aquele logo horrível e banner mal feito será que o reconhecimento de marca com o consumidor final está funcionando de fato? Confesso que eu, que entrei no blog a procura da marca, custei a encontra-lá. Será que com o público desavisado e paraquedista funciona? E com você? Anyway, hiring a good designer is also highly recommended!
Gisele Honscha. 27 anos. Gaúcha. Mestranda em Comunicação e Informação na UFRGS. Especialista em TICs. Publicitária & Jornalista. Blogueira desde 2002. Mãe do Johann. Mulher do Rodrigo. Fã dos livros de Ítalo Calvino, da música do The Gathering e do filme Forrest Gump. Nerd & Proud.