Como falar sobre arte com crianças

Thursday, 13 of December, 2007

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Johann abrindo sua caixa de bonequinhos do Toy Story.

- Olha, mamãe! É o Picasso!

- É mesmo filho! Que legal! Sabe quem era o Picasso? Era um moço que pintava uns quadros malucos. Por isso quando o senhor Cabeça de Batata coloca o nariz e orelhas nos lugares errados ele diz que é Picasso.

- É, eu sei. O Picasso era um moço que desenhava tudo errado.

Ps. Como é legal fotografar brinquedos!

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Category: Animação, Filhos

De novo, de novo!

Monday, 10 of December, 2007

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Quem já conviveu com criança pequena sabe que filmes infantis foram feitos para ser vistos no mínimo 257 vezes. Por ano. Antes de ser mãe eu já sabia disso. Com um irmão quase 15 anos mais novo, por muito tempo minha missão quase diária era assistir o Porquinho Baby, já que o único vídeo-cassete da casa ficava no meu quarto. A locadora da esquina lucrou horrores com o diabo daquele porco!! Seja bem-vinda, pirataria!

Até há pouco a necessidade do meu filho de rever TODOS OS DIAS o mesmo filme favorito me surpreendia… confesso, me irritava também. “Onde ocê tá? Cê tá em Radiator Springs, a cidadizinha mais bunita do município de Carburator.” Além de Carros, decorei ainda os diálogos de Shrek 2 e Madagascar. Atualmente estou treinando a memorização das falas de Toy Story 2.

Sempre soube que o “de novo” dos Teletubbies não era gratuíto, mas só ao ler “O ponto de desequilíbrio”, de Malcon Gladwell, é que consegui compreender melhor o fenômeno da repetição dos filmes. Segundo o autor, um adulto acha repetições monótonas, porque elas obrigam a reviver a mesma experiência várias vezes. Mas para os pré-escolares a repetição não cansa porque, sempre que assistem a alguma coisa, elas as experimentam de uma forma totalmente nova. Além disso, a repetição ajuda na auto-afirmação da criança pré-escolar, já que ela não está em busca de novidade, mas de compreensão e previsibilidade. (Gladwell, M. O Ponto de desequilíbrio: pequenas coisas fazem uma grande diferença. Rio de Janeiro: Rocco, 2002).

A explicação é quase óbvia, mas foi uma descoberta fundamental para que eu aguente o Buzz Lightyear salvando o Woody por mais 178 vezes.

Ps: já viram O segredo dos animais? Nunca tinha ouvido falar deste desenho, mas veio junto na “coletânea” piratex de Toy Story. É hilário, vejam!

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Category: Animação, Cinema, Infantil

Autor

Gisele Honscha. 27 anos. Gaúcha. Mestranda em Comunicação e Informação na UFRGS. Especialista em TICs. Publicitária & Jornalista. Blogueira desde 2002. Mãe do Johann. Mulher do Rodrigo. Fã dos livros de Ítalo Calvino, da música do The Gathering e do filme Forrest Gump. Nerd & Proud.