O Twitter tem sido acusado de ser um verdadeiro serial killer, como bem explica – e refuta - Thalles (blog excelente, recomendo): mata blogs, RSS e tudo que resolver atravessar seu caminho. Extremismos à parte, o fato é que o Twitter me transformou numa blogueira preguiçosa. Tão mais fácil um comentário breve com um linkzinho…
Pelo menos para mim, postar no blog passou a ser uma tarefa mais elaborada, requer mais tempo, mais dedicação. Ou seja, eu twitto como se não houvesse o amanhã e blogo quase nada. Só que nessa economia de caracteres, perco eu. Onde está aquele link para um site super legal mesmo? Twittei? Quando? Deixei nos favortios para mais tarde? Não sei. Não vou nem comentar a perda que tem sido exercitar menos a redação e a articulação de pontos de vista, mas disso a dissertação estava tomando conta.
Há pouco mais de um mês fui contratada para trabalhar no Terra. Analista de Produtos na área de Social Media e Mobile. Chique, né? Depois de alguns dias no emprego novo escrevi isso no Twitter, mas vários amigos que me acompanham virtualmente não tomaram conhecimento. O Twitter é para posts rápidos e consumo mais rápido ainda. Algo nisto tem me incomodado.
Não pretendo abandonar o Twitter, mas vou sim tentar não deixar meu blog de lado. Acho uma delícia reler posts e reencontrar pérolas nos blogs que iniciei há 7 e 5 anos atrás, quero sentir o mesmo daqui a 7 ou 5 anos. Sendo assim, o que eu achar que devo ter documentado e arquivado, virá para o blog, mesmo que sejam apenas links com comentários de 140 caracteres.
Xô sedentarismo digital!






6 Comments
Eu tô fazendo o caminho contrário.
Gostei tanto de twittar que tô começando um blog.
Queria fazer um blog há um tempão, mas achava que não ia escrever, não sabia sobre o que ia escrever. Mas me viciei no twitter, e acho que vou fazer o mesmo com um blog.
Afinal, nem tudo cabe em 140 caracteres.
Bom… Apesar de eu não acreditar em nada do que dizem por aí sobre “os blogs passarem os jornais”, acredito que o Twitter fez a grande mídia ficar mais calma. Se existia qualquer risco, este (aparentemente) diminuiu, já que os blogueiros ficaram mais “preguiçosos”.
Luiz, que ótima notícia!
Então, viu, não dá pra dizer que é assim ou assado. Cada um faz seu caminho, descobre seu ritmo, suas vontades. Eu quero tentar não ser só isso ou aquilo, resolvo seguir “fórmulas” querendo agradar e depois fico chateadada. Tentarei ser mais livre!
Vinícius,
Interessante teu ponto de vista… vou pensar mais a respeito.
Eu gostaria mesmo de ver mais posts por aqui.
Ei Gisele… twittar é legal, blogar é legal, orkutar é legal e por ai vaí. Dia desses sai fazendo contas e aceitando todos os convites de redes sociais que recebi. Uma experiencia interessante. Fiz conta em lugares que provavelmente nunca vou voltar, mas onde de alguma forma existo. Minha produçao na internet é mto centralizada no blog, entao de alguma forma esses outros lugares nos quais existo buscam criar elos fracos que remetem para onde estao os elos fortes: meu blog. É um uso.
Aqui em Vitória apareceu o caso de um motorista de onibus que é “jornalista cidadão”. O cara usa uma ferramenta do MSN (nao sei o que é ao certo, talvez seja o MySpace) para blogar sobre buraco na rua, crime, problemas no transito e tal… tudo por celular. É outro uso.
Entao, acredito que o “esquema” vai contra a direçao de ter uma fórmula, tal como vc disse em comentario ao Luiz. É preciso apenas se questionar quanto ao seus objetivos… daí trace suas estratégias…
ah, valeu pela recomendaçao de leitura ao meu blog!
bjos..
Que estranho. Sentiu um desá vu lendo esse post.