Amor, Internet e Relacionamentos Mediados

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Qual o papel da Internet e de outras tecnologias na sua vida amorosa? O quão mediados tem sido seus relacionamentos, seus amores, paqueras e amizades? 

Comecei a usar Internet em casa em 1996. Além das buscas (buscas então eram uma aventura, não uma necessidade), o que mais me encantava era a possibilidade de conversar e conhecer outras pessoas. Para isso, entre 96 e 2002, eu usava o mIRC, cenário de vários flertes, brigas, amores e amigos. E tinha também o e-mail, e o ICQ, e os blogs. Depois veio o MSN, o Orkut, o Twitter, etc. 

Uma vez eu dei um livro para um caso que conhecera pelo mIRC, presenteei o rapaz com Eu@teamo.com.br, um registro da história de amor da escritora Letícia Wierzchowski e seu marido, o publicitário Marcelo Pires. Os dois se conheceram através de e-mails e o livrinho foi a lembrança do casamento aos convidados: os próprios e-mails trocados pelo casal. No começo do milênio, ler sobre casais que se conheciam e davam certo pela Internet era novidade. E era reconfortante, prova de que “ei, não estamos sós, nem loucos”.

Hoje em dia, por outro lado, talvez seja mais difícil encontrar casais que não tenham se conhecido pela Internet. Ou que pelo menos não tenham utilizado o Orkut para descobrir se o outro valia a pena mesmo. E que não tenham apelado para o MSN para realizar as primeiras sondagens e efetuar o primeiro ataque. Será que não anda faltando um pouco mais de olho-no-olho? O comercial Coca-Cola Avatar, enviado pela Flavia Penido via Twitter,  sugere que sim. E tem como discordar?

Os relacionamentos serem mediados pelas tecnologias se tornou algo tão corriqueiro e banal que há bastante tempo eu não “problematizava” o assunto. Até que durante no Campus Party 2009, o xavecador conselheiro amoroso profissional Gustavo Gitti convidou a mim e mais uma galera para o debate “Amor em tempos de scraps, posts, twitts”, transmitido pela IPTV Cultura. Fiquei surpresa ao descobir que ainda há o que se discutir e refletir sobre esta questão sim, como você pode conferir nos quase 90 min de bate-papo com Gabi e Eric Franco, Alê Felix, Mirian Bottan, Flavia Penido, Rafael Ziggy, Guilherme Valadares, Gustavo Gitti, esta que voz fala e outros.

Como talvez você não tenha saco tempo para assisir o debate, destaco a questão que mais me intrigou de todo a conversa:

A presença do ser amado, cobiçado, ou de ex-amores no Orkut, blogs, Twitter, Flickr, passa a sensação de que a pessoa está o tempo todo presente na sua vida e de que, de certa forma, você também faz parte da vida dela. Em que medida isto é saudável? Até onde vale nos deixarmos enganar e não sofrer de fato com os rompimentos, com as ausências e as saudades? E até que ponto necessitamos nos fazer tão presentes na rede?

Ps. Se você ama alguém que está do outro lado do mundo, não esquece que em alguns países 14 de fevereiro é Valentine’s Day.

Comentários do Facebook

14 Comments

  • 11 Feb 2009 | Permalink |

    Eu sou um desses casos que o namoro começou pela internet.
    Orkut –> MSN –> SMS –> encontro real.
    E numa incrível coincidência, começamos a namorar bem no dia 14 de fereveiro, Valentine’s Day, logo mais iremos comemorar um ano!
    (esse que é o dia, Gisele. Acho que você misturou as bolas com o 12/06, que é o dia dos namorados aqui no Brasil )

  • 11 Feb 2009 | Permalink |

    Thanks, Pedro!
    Feliz um ano pra vcs!

  • 11 Feb 2009 | Permalink |

    Aqui em Salvador tem um casal de blogueiros que se conheceu com a ajuda do Orkut. Realmente é cada vez mais comum surgir namoros primeiramente por causa do contato visual. Será q o flerte 1.0 está com os dias contados?

  • 11 Feb 2009 | Permalink |

    meu namorado eu conheci pela internet, mas não foi um caso virtual, só depois que nos conhecemos.

  • 11 Feb 2009 | Permalink |

    A Internet é o que as pessoas fazem dela…
    Lembra que no fim dos anos 90 teve um filme com Tom Hanks e Meg Ryan justamente sobre relacionamentos virtuais? “Mensagem para Você”, eu acho.
    Acho que usar a internet PARA conhecer gente ainda é uma certa deturpação de valores, mas se há afinidade de idéias, e boa intenção, porque não né?

  • 11 Feb 2009 | Permalink |

    “A presença do ser amado, cobiçado, ou de ex-amores no Orkut, blogs, Twitter, Flickr, passa a sensação de que a pessoa está o tempo todo presente na sua vida e de que, de certa forma, você também faz parte da vida dela. Em que medida isto é saudável? Até onde vale nos deixarmos enganar e não sofrer de fato com os rompimentos, com as ausências e as saudades?”

    Só que a forma como vc equilibra isso é só uma extensão do que vc quer realmente fazer. Talvez se não tivesse como saber o que acontece com o outro, ver fotos ou provocar, as pessoas fossem mais vezes bater ao portão umas das outras…

    Mas esse “artifício” não evita que se sofra de fato.

  • 11 Feb 2009 | Permalink |

    Tens razão Mirian, o sofrimento de fato acontece… e será que ele não se estende por conta dessa possibilidade de permanente contato?

  • 11 Feb 2009 | Permalink |

    Eu passei por isso, entre o fim de um namoro e deixar de ver mesmo a guria passou-se um ano, era MSN, email…

    Antes que eu esqueça, assisti à Letícia Wierzchowski e o marido em um Sarau Elétrico do Ocidente. Foi um dos piores casos de vergonha alheia que já presenciei. Eles definitivamente deveriam ter deixado o livro apenas como presente para os amigos, hehe… E pior de tudo era ver a cara de arrependimento da Katia Suman por ter convidado os dois :-D .

  • 13 Feb 2009 | Permalink |

    Meu namoro não começou na internet, mas esta teve grande parcela de “culpa” na nossa aproximação e evolução do relacionamento e posso dizer que é importante até hoje, visto que moramos em cidades diferentes e se não fosse gtalk, msn, skype e afins não haveria conta telefônica que aguentasse o tranco :p

    O livro que você falou é show, quando li há muitos anos atrás adorei…

    o/

  • 22 Feb 2009 | Permalink |

    Tava meio corrida e não deu tempo de vir antes aqui comentar! Sabe o que achei divertido? Que apesar de termos usado o mesmo comercial da Coca Cola e o debate, os posts saíram bem diferentes!!! Acho o máximo essa coisa de podermos ver o mesmo assunto sob pontos de vista tão diferentes!

    beijos!

  • Marcinha
    9 Apr 2009 | Permalink |

    Com certeza acompanhar o(a) ex pelos meios virtuais prolonga o sofrimento! Digo por experiência própria! Ver as fotos de alguém de quem ainda se gosta casado(a) no Orkut é doloroso e traz à tona toda a dor da separação novamente. Uma dica: deletem de tudo – do MSN, do Orkut, do celular, dos contatos de e-mail… O coração agradece! Abraços!

  • 11 Apr 2010 | Permalink |

    Essa é a minha historia, linda, extensa, e com um final triste. A separação, estou escrevendo ainda a parte um. E está em castellano por que apesar de ser Brasileira, ele é Argentino. Me orgulho da minha historia, eu atravessei o oceano pra ver que sentia. Sinto muitas saudades.. faz um quase um mes que fui embora, a historia é linda, vale a pena pra quem gosta de romance e aventura!

  • Natalia
    19 Oct 2010 | Permalink |

    por experiencia própria pode dizer qu dá certo sim… conheci o meu namorado pela net e já estamos juntos há 4 anos… conheci ele num site de relacionamento http://www.helloamore.com , demorou um pouco para nos encontrarmos pssoalmente, e já estamos esse tempo todo juntos :)

    te amo, amore

  • Ana cristina
    10 Mar 2011 | Permalink |

    oi meninas e meninos , eu estou nessa situaçao apaixonada por um alguem que nunca vi, se conhecemos por um site de relacionamentos.
    Ele reside Salvedor e eu no interior numa cidade chamada valença, mais se falamos todos os dias pelo celular, ele fala ate em casamento..mais conferso que tenho um certo receio de me entregar a essa relaçao..
    Nós dias de hj que nao podemos confiar em nosso vizinho professor etc.. confiar em alguem que nunca vi fico com receio , alias receio nao medo mesmo….
    Mais ao mesmo tempo tento criar coragem pra viver esse amor….

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