Durante o Campus Party 2009 participei de um debate com Lobão e Rappin’Hood sobre Internet e Periferia, na IPTV Cultura. Na verdade o que acabou se discutindo foram os direitos autorais e os downloads ilegais, a famosa pirataria.
O debate na IPTV Cultura não foi lá muito produtivo (se o vídeo for ainda publicado, coloco aqui). Lobão praticamente monopolizou o microfone e, ao ser perguntado sobre formas alternativas de um artista ganhar dinheiro que não com a comercialização direta da música, além de xingar o ministro cantor Gilberto Gil, foi irredutível: quem baixa música sem pagar é escroto.
Acontece que o compartilhamento de informações e produtos midiáticos é fato na cultura digital. Prefiro acreditar que é mais lógico que a indústria e a lei se adaptem aos novos tempos e encotrem alternativas do que entremos em um retrocesso. Além disso, como coloca Lessig, quais serão os efeitos para toda uma geração que está crescendo com a consciência de que são criminosos??
We can’t kill the instinc of technology, we can only criminalize it. We can’t stop our kids from using it, we can only drive it underground. We can’t make out kids passive again, we can only make them “pirates”. And is that good? We live in this weird time, an age of prohibitions. In many areas of our life, we live life constantly agaisnt the law, ordinary people live against the law, this is what we are doing to our kids, they live life knowing they are living against the law. That realization is extraorninary corrosive, extraorninary corrupting. In a democracy we are to be able to do better.
Lawrence Lessig em TED: How creativity is being strangled by the law.
Claro que eu entendo que para um artista que fez relativo sucesso nos anos 80 como o Lobão deve ser difícil ter parte de seu mercado extinto ou “roubado”. Ainda bem que a música está cheia de gente criativa e pé no chão que sabe que, se não tem como ir contra, ainda há maneiras de se beneficiar com isso. Joss Stone, por exemplo, acha que “piracy is great, music is to be shared”.






4 Comments
Engraçado que a um tempo atrás o Lobão vendia cds BEM baratos em bancas de jornais pra ir contra o movimento capitalista dominador das gravadoras.
Quando a agua bateu na bunda foi e fez um Acustico MTV, e agora defende total e completamente a vontade das gravadoras.
O Lobão parece ter parado no tempo nos anos 80, se aqueles pensamentos alternativos dele estivessem vivos ainda a melhor coisa seria ele disponibilizar as musicas na rede. Quer maneira de ir contra ganância das gravadoras melhor que essa?
Nada contra o Lobão como musico, pelo contrario, gosto muito de diversas musicas dele, mas sempre vi ele como alguém que tem uma cabeça meio atrasada no tempo. Quer levara a parte dele pra casa mas não apoia novos movimentos que tem divulgação muito maior de artistas e musicas e faz artistas faturarem mais com shows ao invés de venda de cds (coisa que não deve dar muito lucro a um certo tempo)
Vou contra o Lobão e de mãos dadas com a Joss…
O lance é ser inteligente ao ponto de ver que isso é uma convergência de mão única, ou vc se ‘encaixa’ nos novos caminhos e tipos de mídia ou está fadado a ficar reclamando, reclamando, reclamando…sem ninguém te dar atenção.
Não adianta criarem leis, tentar punir ‘gurizada’ pois a cópia hoje de um cd é tão simples quanto ‘down da net’.
Sempre defendi que baixo sim, ouço e se gosto, compro o CD. (adoro encartes, ficha técnica, etc…)
Ja tive decepções demais comprando um cd de R$ 40,00 de uma banda que eu curtia mas que se salvaram no máximo duas canções. Aliás, disponibilizar seu CD na net é um ponto positivo pra agregar público em seus shows (se a sonoridade for dígna, claro). Eu não tenho a resposta pra resolução do pseudo ‘problema’ (e nem estou preocupado com isso) mas penso que graças a essas tendencias muitas bandas conseguiram seu espaço e notoriedade.
assunto meio 2007, né?
Gostei do teu blog, te conheci pelo blog da Vanessa do ClicRBS.
Sou curioso e passei pra ver.
Legal demais, vou sempre visitar.
Forte abraço.
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