Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra



Hoje é um dia especial no Rio Grande do Sul: celebramos o orgulho de ser gaúcho lembrando dos feitos de nossos guerreiros durante a Revolução Farroupilha, que eclodiu em 20 de setembro de 1935.

E tem povo mais orgulhoso e bairrista que o gaúcho? Difícil dizer, só sei que é impossível explicar a felicidade que sinto quando penso “ah, eu sou gaúcha”! Acho que só sentindo para entender. É como dizem por aí: “antes de sermos brasileiros, somos gaúchos”. Como bem colocou o blogueiro Elton D’Souza:

O orgulho de ser gaúcho é inerente a nossa compreensão. O que sabemos é que somos gaúchos, e isso nos basta. Nascer neste estado é ter de conviver com um fato por toda vida, a valentia que temos no sangue como herança farroupilha.

Discurso sobre isso com vocês porque dia 1° de maio deste ano eu estive em um festival de bandas em Porto Alegre, e a abertura do evento deu-se com Neto Fagundes (um dos ícones do regionalismo gaúcho) cantando Hino Riograndense. E só quem é gaúcho pode descrever a emoção de ouvir um coro de vinte mil vozes cantando com tanta euforia nosso hino, cultuando uma vez mais o pendão gaúcho sob intensos aplausos ao final.
Daqui.

Para expressar o orgulho gaúcho, de fato, nada melhor do que o Hino Rio-Grandense! A propósito, você conhece o hino do seu estado? Sabe cantar a letra? Se emociona ao ouví-lo? Pois essa é uma das tradições que compartilhamos no RS e que fez um artigo do jornalista Luciano Pires ficar famoso como sendo do Arnaldo Jabor (provavelmente diriam que é do Luís Fernando Veríssimo se ele não fosse gaúcho, mas isso não vem ao caso):

No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa. Abriram com o Hino Nacional. Todos em pé, cantando. Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul. Fiquei curioso. Como seria o hino? Começa a tocar e, para minha surpresa, todo mundo cantando a letra!

“Como a aurora precursora / do farol da divindade, / foi o vinte de setembro / o precursor da liberdade”

Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão. Com garrafa de água quente e tudo. E oferece aos que estão em volta. Durante o evento, a cuia passa de mão em mão, até para mim eles oferecem. E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem. Aquilo cria um espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou acostumado.
Daqui.

Difícil mesmo é escolher o melhor vídeo com o Hino Rio-Grandense para ilustrar o post:

O que traz a letra e imagens do RS ou o que mostra alguns gaúchos famosos?

O comercial da ZH, que narra os fatos históricos do estado, ou a homenagem comercial da Chevrolet?

À capela na voz de Luiz Marenco ou instrumental com guitarra e violão?

Cantado pela torcida do Grêmio ou pela torcida do Inter?

Na voz de Neto Fagundes com o público do Atlântida Festival ou do público da banda Reação em Cadeia durante show no Opinião?

Como aurora precursora
Do farol da divindade
Foi o vinte de setembro
O precursor da liberdade

Mostremos valor constância
Nesta ímpia injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra
De modelo a toda terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra

Mas não basta pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo
Povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo

Saiba mais:

    One Response

    1. Pôxa, nada como ser gaúcho!

    Leave a Reply