Cada um no seu quadrado

Friday, 27 of June, 2008

No Brasil existe uma espécie de senso comum segundo o qual o povo dos Estados Unidos não sabe de nada que acontece além de suas fronteiras. Deve ser por isto que um dos vídeos mais assistidos no YouTube mostra cidadãos americanos falando grandes asneiras “político-geográficas”. O perfil que hospeda o vídeo é de um brasileiro.

Esta visão que se cultiva por estas bandas sobre a falta de conhecimentos gerais dos americanos já foi tema de várias conversas com dois amigos dos EUA, um que conheci lá e outro que veio para o Brasil. O primeiro acha isto um absurdo e despeja milhares de argumentos tentando me convencer da supremacia e da maravilha que é a liberdade norte-americana (ok, não sei até que ponto não é só pra me provocar também); o segundo amigo, que esteve aqui, costumava a concordar com nossa visão sobre o país dele.

Toda generalização é burra, diz outro senso comum. Dizer que todos os americanos são burros, que os brasileitos são corruptos, que os argentinos são mal-educados, que os franceses são sujos, que os japoneses são tarados ou que os alemães são grosseiros é simplificar de forma burra, sim, além de ser xenofobista. Por outro lado, é muito difícil deixarmos estes rótulos de lado. Confesso que ao ver o vídeo acima dei uma risadinha e pensei “vou mandar o link pro amigo 1, junto com um I told you so“, mas e se fossem brasileiros respondendo a perguntas do mesmo tipo? Os nossos programas de humor já cansaram de mostrar que, infelizmente, o fiasco poderia ser até maior.

Bom, mas já que o post era para ser de humor, pelo menos em termos de presidente estamos menos ruim do eles. Tá certo que o Lula é o rei das analogias infames e gafes, mas ninguém bate a vergonha alheia que o Bush é capaz de produzir.

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Category: Humor, Política, Vídeo

You don’t remember, I’ll never forget**

Thursday, 26 of June, 2008

Quando eu era adolescente, costumava gravar fitas cassete com minhas músicas preferidas. Gravava muitas fitas. Deixava o dial do rádio em uma estação FM, no toca-fitas a dita cuja ficava prontinha esperando, o rec apertado junto com o pause. Já comentei aqui como fico nostálgica quando lembro do tempo em que era difícil conseguir músicas.

Não sou contra a economia da abundância. Viva a cauda-longa, a web 2.0, a facilidade na produção e distribuição de conteúdo, a wikinomics, a freeconomics. Só que a economia está baseada na escassez; o valor de um bem está baseado na relação entre oferta e demanda. Pelo menos era assim que o mundo andava. E agora? Quem vai resolver o problema do valor emocional de conseguir aquela música rara? Perdão pelo trocadilho infame e por soar tão frankfurtiana, mas, de certa forma, a escassez faz falta, sabe?

Tentarei me ater aos fatos emocionais. Faz tempo que não escrevo um post confessional e este era para ser um, mas estas teoriazinhas pentelhas já tinham que se intrometer. Prometo me conter. Como eu dizia no primeiro parágrafo, eu gravava fitas com as músicas favoritas, mas também gravava fitas temáticas:
- Música para dançar “like no one is watching”;
- Música romântica para facilitar o clima na hora do beijo;
- Música para facilitar o clima se pintasse aquele outro clima;
- Música para chorar depois de levar um fora;
- Música de apaixonada para ficar com cara de boba deitada na cama no escuro pensando no ser mais perfeito da face da terra que um dia ainda será meu namorado.

Não necessariamente com etiquetas com estes nomes, mas basicamente eram estas as minhas fitas. E depois CDs. Dizem que tem gente que faz playlists no computador assim, nunca tentei. Tá valendo, mas já aviso: não é a mesma coisa. A seleção rigorosa das poucas faixas que entravam e a ordem em que tocariam fazia toda a diferença.

Finalmente haviam as fitas - e CDs - dos namorados. E dos ex-namorados. Melhor quando era de um pretendente a namorado. Ouvir “vou gravar uma fita pra ti” poderia ser um atestado de segundas intenções, que só se comprovariam com a seleção das músicas. Lembro de ter ganho algumas fitas de uns amigos-pretendentes; em algum lugar ainda tenho um CD com um setlist matador feito por um ex após o término do namoro. De chorar no cantinho.

Além disso, pegar disco, fita e CD para gravar era a desculpa mais esfarrapada para interagir face-a-face com o ser cobiçado. Tinha que ir pegar; tinha que esquecer de devolver, pro outro vir cobrar; e depois tinha que devolver. Enquanto isso, se ganhava e tempo e intimidade. Engraçado é que até hoje associo músicas a determinadas pessoas, algumas delas por causa das tais gravações: Hold on to my Heart (WASP), When I look into your eyes (Firehouse), Rising Force (Malmsteen), Hellraiser (Ozzy), Amamos la Vida (Accept), Wuthering Heights (Angra), Would? (Alice in Chains), e Emotional Catastrophe (Dr. Sin) são clássicos na playlist da minha memória sentimal.

Resolvi contar esta história aqui depois de ver o blog Cassete From my Ex. Lá, outras “velhas” e nostálgicas que ainda guardam as fitas dos ex-namorados compartilham suas histórias de amor com música de fundo.

Conclusão: tem coisas que a web 2.0 nunca fará para você.

**You don’t remember, I’ll never forget - by Yngwie Malmsteen.

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Category: Música, Nostalgia, Uncategorized, Web 2.0

Tudo ao vivo agora

Wednesday, 25 of June, 2008

Em I’ve Had Enough of “Live” at Conferences, no CenterNetworks, Allen Stern reclama da nova obsessão em transmitir eventos ao vivo via Twitter, FriendFeed, sistemas de live streaming e etc. Ele pontua que muitas vezes a falta de atenção da platéia e o constante digitar de quem faz a cobertura atrapalham o conferencista.

Stern também acredita que os organizadores dos eventos deveriam proibir a transmissão ao vivo ou então adotar um sistema de pay per view. Realmente não faz sentido fazer uma viagem e pagar caro pela inscrição em um evento que pode ser acompanhado de casa. No entanto, este tipo de controle da informação parece pouco condizente com os tempos de hoje, ainda mais em eventos de tecnologia. Que política adotar, então?

***

qik-streaming-video-right-from-your-phone

Através do mesmo post acima citado, vim a conhecer o QiK, um sistema de para transmissão de vídeo ao vivo via celular:

Keep your world in the know, share a laugh, tell engaging stories. Just point your cell phone and stream video live to your your friends on Twitter, Facebook, Blogs, etc. OR use your cell phone like a camcorder and stream hours and hours of video without worrying about storage on your cell phone.

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Category: Broadcasting, Eventos, Social Media

Perfil de Twitter patrocinado

Tuesday, 24 of June, 2008

Ian Schafer, CEO de uma agência de marketing Interativo, pôs a leilão seu perfil no Twitter. o vencedor do leilão foi o portal de vídeos Metacafe, que venceu o leilão com um lance de $1.082,01. O dinheiro arrecadado vai para caridade e o perfil do executivo tem pouco mais de 500 seguidores, mas o buzz gerado deve ter sido um bom negócio para ambas as partes. Neste post Schafer explica sua estratégia.
Via Advertido.

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Category: Publicidade, Social Media, Twitter

Weezer faz clipe nerd

Saturday, 21 of June, 2008

Embora Weezer seja uma banda nerd por natureza, este “posicionamento” foi reforçado no clipe Pork and Beans, onde podemos ver referências a vários vídeos famosos na Web.

O Valleywag fez a lista dos 24 virais citados no clipe.

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Category: Clipes, Viral

Se beber (ou outras coisas), não twitte.

Saturday, 21 of June, 2008

Vi no The Twitter Hall of Shame: 50 Tweets That Will Echo in History.

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Category: Twitter

No meu repeat: Rip out the wings of a butterfly

Friday, 20 of June, 2008

Porque hoje é sexta-feira e eu devo ficar em casa estudando/trabalhando noite adentro.

Heaven ablaze in our eyes
We’re standing still in time
The blood on our hands is the wine
We offer as sacrifice


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Category: Música, Vídeo

Mais um free book

Friday, 20 of June, 2008

Mais um livro gratuito, que fala justamente da cultura do free,  para download: Two Bits: The Cultural Significance of Free Software.

Vi no Digital Natives.

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Category: Free, Geek, Literatura

Autor

Gisele Honscha. 27 anos. Gaúcha. Mestranda em Comunicação e Informação na UFRGS. Especialista em TICs. Publicitária & Jornalista. Blogando sobre cibercultura, comunicação, marketing, tecnologia, música, moda, futilidades, a vida, e tudo mais desde 2002. Nerd & Proud.