Enquanto isso, na sala da justiça…



Quando o Sim Viral publicou sobre a intenção do TSE de restringir a propaganda eleitoral na internet, inclusive blogs de candidatos, comentei:”Preparem-se para muito conteúdo gerado por usuários… fakes.”

Talvez o mesmo pensamento tenha passado na cabeça do TRE-RJ, que exigiu a retirada de um banner do blog de Pedro Doria, sob ameaça de cassação da candidatura do político apoiado. Ou não. Na verdade o banner que expressava a opinião do blogueiro foi interpretado como propaganda eleitoral, que só é permitida a partir de 5 de julho.

Não sou a favor da censura muito menos da coibição da liberdade de expressão. Por outro lado, devemos refletir: a partir da prática cada vez mais comum dos posts patrocinados, levando em conta que alguns blogueiros não costumam ser transparentes quanto a esta prática, como vamos saber quando um artigo em um blog é opinião e quando é propaganda? É possível que tenhamos “opiniões patrocinadas” nas próximas eleições? Como avaliar? Como julgar? Punir? Quem?

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10 Responses

  1. Essa lei eh totalmente sem nexo, se alguem registrar um dominio .ru ou ate mesmo .com com endereco no japao por exemplo? va processar quem? vai fazer oque?

    Acho que quem fez essa lei nao sabe exatamente oque eh internet…

    btw, ate o momento nao tem ninguem que mereca ser apoiado.

  2. A transparência dos blogs, tanto no caso dos posts publicitários patrocinados quanto numa possível propaganda política patrocinada, vai depender do blogueiro avisar seu público a respeito disso.

    O que eu vejo como grande problema são os leitores não-habituais do blog que publicar algum conteúdo pago, não devidamente identificado, pensarem que tal conteúdo foi gerado pelo blogueiro de forma espontânea.

  3. É como proibir qualquer um de pronunciar o nome do candidato no qual vai votar, essa história chega a ser neandertal de tão idiota. Não que eu vá fazer campanha nas próximas (em Brasília não há prefeito nem vereadores), mas se eu quiser fazer, quero ter o direito de fazer.

    Quanto a “opiniões patrocinadas”, não duvido de mais nada, num futuro próximo.

  4. Interessante…

  5. Mesmo hoje, até que ponto as “confiáveis” notícias na imprensa são reais ou “plantadas” por alguma assessoria?

  6. Gisele, tuas questões são super pertinentes. Também penso nisso. Mesmo que a lei exista, como fazer valer o poder punitivo? É uma ótima discussão!

  7. Então… Cheguei aqui pelo blog da Raquel Recuero, devido a um comentário seu bastante pertinente no post dela sobre essa regulação toda do TRE.

    Seu receio é igual ao meu, mas também tenho consciência que a fiscalização, em qualquer âmbito, em qualquer país, por qualquer sistema judiciário, é deficitária. Isso, no entanto, não tira a responsabilidade dos cidadãos de terem suas opiniões expressas da maneira mais adequada e rigorosamente dentro do prazo estabelecido para isso.

    Escrevi elaboradamente sobre isso no meu blog. Caso você tenha interesse, passa lá. :-)

  8. [...] Gisele Honscha [pt], on the other hand, ponders other consequences of the non-regulation of blogs: Não sou a favor da censura muito menos da coibição da liberdade de expressão. Por outro lado, devemos refletir: a partir da prática cada vez mais comum dos posts patrocinados, levando em conta que alguns blogueiros não costumam ser transparentes quanto a esta prática, como vamos saber quando um artigo em um blog é opinião e quando é propaganda? É possível que tenhamos “opiniões patrocinadas” nas próximas eleições? Como avaliar? Como julgar? Punir? Quem? [...]

  9. [...] e afins. Muita gente meteu o pau na justiça, nós inclusive, mas fica uma questão, que vi num outro blogue: com a prática dos posts patrocinados e sem os blogueiros revelarem isso, será que não é uma [...]

  10. Blog não é outdoor
    “[...]A rede tem uma dinâmica diferente, onde todos podem emitir opinião, onde “os usuários têm o poder de escolher o que querem acessar e estão sempre a apenas um clique de outra opinião[...]

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