Quem já conviveu com criança pequena sabe que filmes infantis foram feitos para ser vistos no mínimo 257 vezes. Por ano. Antes de ser mãe eu já sabia disso. Com um irmão quase 15 anos mais novo, por muito tempo minha missão quase diária era assistir o Porquinho Baby, já que o único vídeo-cassete da casa ficava no meu quarto. A locadora da esquina lucrou horrores com o diabo daquele porco!! Seja bem-vinda, pirataria!
Até há pouco a necessidade do meu filho de rever TODOS OS DIAS o mesmo filme favorito me surpreendia… confesso, me irritava também. “Onde ocê tá? Cê tá em Radiator Springs, a cidadizinha mais bunita do município de Carburator.” Além de Carros, decorei ainda os diálogos de Shrek 2 e Madagascar. Atualmente estou treinando a memorização das falas de Toy Story 2.
Sempre soube que o “de novo” dos Teletubbies não era gratuíto, mas só ao ler “O ponto de desequilíbrio”, de Malcon Gladwell, é que consegui compreender melhor o fenômeno da repetição dos filmes. Segundo o autor, um adulto acha repetições monótonas, porque elas obrigam a reviver a mesma experiência várias vezes. Mas para os pré-escolares a repetição não cansa porque, sempre que assistem a alguma coisa, elas as experimentam de uma forma totalmente nova. Além disso, a repetição ajuda na auto-afirmação da criança pré-escolar, já que ela não está em busca de novidade, mas de compreensão e previsibilidade. (Gladwell, M. O Ponto de desequilíbrio: pequenas coisas fazem uma grande diferença. Rio de Janeiro: Rocco, 2002).
A explicação é quase óbvia, mas foi uma descoberta fundamental para que eu aguente o Buzz Lightyear salvando o Woody por mais 178 vezes.
Ps: já viram O segredo dos animais? Nunca tinha ouvido falar deste desenho, mas veio junto na “coletânea” piratex de Toy Story. É hilário, vejam!
Meu lado pop é muito fã da Fergie. Amei essa performance da moça cantando Live and Let Die, com direito a vôo acrobático e imitação da dancinha típica de Axl Rose. O vozeirão também impressiona.
Para ler o post: música legal do Bob Dylan com clipe bizarro do Blackmore’s Night.
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Dizer que o ano passou muito rápido é clichê, daqueles mais batidos. E clichês, assim como jargões, mesmo os que nunca viram um manual de redação sabem: sempre devem ser evitados. Só que olhar para trás sem pensar puta-que-pariu-como-esse-ano-passou-depressa é quase impossível.
Os últimos três meses do calendário sempre foram meus preferidos. Parece que muita gente faz questão de dizer que odeia festas de final de ano, e, sinceramente, eu não consigo entender. Por causa do consumismo exagerado justificado com a desculpa esfarrapada de união, amor e paz? Oras, é assim o ano inteiro! Já diria meu velho amigo Emerson:
Every man alone is sincere. At the entrance of a second person, hypocrisy begins.
Pois então eu gosto muito de final de ano. Calor chegando, todo mundo mais solto e alegre, vontade de fazer e acontecer. Agora eu quero é curtir. Encerrar pendências, reencontrar pessoas, aproveitar uma praia e só voltar a pensar de verdade no ano que vem. Vou deixar pra trás o que foi ruim e recomeçar tudo de novo no próximo ano. Só que de outra maneira. Não custa tentar.
Balanço de final de ano? Acho essencial! Revisar metas, repensar objetivos e traçar novas estratégias deveriam ser atividades constantes. Vá lá, que seja no final do ano, então. Das minhas metas para 2007, atingi plenamente apenas uma, mas que foi tão bacana que compensou outros objetivos que tiveram de ser adiados. Tudo bem, ano que vem tem mais…
The present now will later be past… for the times they are a changing.
O azar e a sorte ficaram num revezamento constante. Depois de uma conturbada saída de Porto Alegre com direito a perder vôo e outras cositas más, no final deu tudo certo e cheguei inteira em Curitiba, direto para o Blogdrink.
No sábado a uruca retornou: o note com tela azul, máquina digital pifada, única blusa quentinha rasgada. Conhece o Murphy? Pois ele foi ao Blogcamp-PR comigo. Não sei se tem blog ou se foi só para tentar comer a Dani Koetz (se bem que o negócio dele era com a Mirian).
Enfim, apesar de Murphy, tudo ocorreu dentro do esperado e até ganhei a PowerBall no sorteio do Tecnoblog. Não aprendi a usar ainda, mas juro que tento todos os dias. Já achei até umas vídeo-aulas.
As discussões no BlogCamp são um tanto limitadas. Não que sejam totalmente improdutivas, mas para meus intuitos de pesquisadora deixaram a desejar. OK, não é um evento acadêmico, o objetivo lá é outro. O grande barato do BlogCamp são as pessoas, os contatos, a troca de experiências… tanto que os Coolnex Cards de Nick Ellis fazem o maior sucesso! Ah, e teve as festas. Quem diria, o povo nerd é muito animado!
Foi ótimo reencontrar Marmota e Aletéia, assim como conhecer tantos outros blogueiros que eu já lia ou passei a ler.
“Em meio às atividades cotidianas de nosso departamento da ECA (USP) nos perguntávamos sobre as razões que explicariam a falta de uma bibliografia ao mesmo tempo profunda e abrangente em publicidade.
Não consigo postar sobre o BlogCamp-PR tamanho é o acúmulo de tarefas atrasadas. Foi um fim de semana com altos e baixos: alegria e stress, trabalho e diversão, sono e euforia. No final, o saldo foi super positivo, em todos os aspectos.
Gisele Honscha. 27 anos. Gaúcha. Mestranda em Comunicação e Informação na UFRGS. Especialista em TICs. Publicitária & Jornalista. Blogando sobre cibercultura, comunicação, marketing, tecnologia, música, moda, futilidades, a vida, e tudo mais desde 2002. Nerd & Proud.