Procrastinar é…



… debochar do assunto sobre o qual se deveria estar escrevendo um ensaio.

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Uma das avaliações da disciplina de Metodologia de Pesquisa consiste em responder à pergunta: por que escrever uma tese? Escrevi a questão no Google para ver o que aparecia. Veja bem: inspiração antes de começar o trabalho, não ouse pensar que eu faria um CTRL C + CTRL V.

Só que aí eu dei de cara com um post genial, chamado Porque NUNCA escrever uma tese. A inspiração foi para as cucuias, mas dei excelentes risadas. Com certeza alguns pontos se aplicam também a quem está quase escrevendo uma dissertação. Mesmo sem ter pedido a autorização da autora, vou reproduzir alguns trechos aqui, espero que ela não se importe. Mas leiam o blog Público e Privado, há textos muito bons lá. Olha a minha culpa… putz, acabei dando um CTRL C + CRTL V descaradamente. Goddamnit! Ô guria mentirosa!

Algumas das Dez razões para você NUNCA escrever uma tese de doutorado

1. A distância da família. Você nunca recupera o tempo perdido. Não recupera os momentos que poderia ter passado com os filhos e com o marido.

3. Você vira uma alienada(o). Enquanto teus amigos discutem livros que você não teve tempo de ler, filmes que você não pode assistir, as últimas medidas do governo, você fica olhando com cara de tonta(o). Os amigos sequer perguntam a tua opinião.

4. Ninguém vai ler a tua tese de doutorado. Convenhamos, quem vai ler as minúcias entediantes do que você escreveu? Olha, dissertações de mestrado até valem a pena ser lidas. Elas são mais gerais, mais soltas, menos descompromissadas, criativas. Menos – a palavra temida – ”acadêmicas”. A tua tese vai colecionar pó nas estantes de uma (ou duas) bibliotecas.

6. As pessoas se frustram com o teu (parco) conhecimento. Presumem que você saiba tudo sobre a tua área de pesquisa. Quando percebem que você hesita, re-avalia e, até mesmo, questiona as próprias idéias, as pessoas te olham de soslaio, suspeitas… Devem pensar, “essa aí, nunca vai ser doutora”. Os alunos, nossa, esses são os primeiros a atirar pedras. Professor tem que saber tudo, pô! :-)

9. Os (des)encontros com a(o) (des)orientador(a). Você passa meses a fio escrevendo, re-escrevendo, deletando, revisando um capítulo e quando, triunfante, consegue um horário com “Vossa Majestade”, os comentários são, geralmente, críticos. Nenhum orientador elogia. E aí… você começa a duvidar da tua própria capacidade. Droga!

MC, com muito carinho receba este post como felicitações minhas por teres entrado no doutorado. Que surpresa, hein? ;-P

UPDATE: O item 9 eu já ouvi falar que é verdade, isso não quer dizer que se aplica ao meu caso, tá bom, Alex?

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5 Responses

  1. Quanto ao ítem 9:

    Só o qu efaltava marcar reunião com o orientador para ficar rasgando seda sobre o texto…sem críticas tu não avança na pesquisa…

    PS – dissertação de mestrado não é tão acadêmica?????

  2. Ai, Sandra, larga de ser cri cri!
    O texto é para rir só, não para ficar analisando!
    Que mania… :-P

  3. hehehehe
    e eu que dizia que o ministério da educação deveria advertir que mestrado faz mal `a saúde. tese mata, então? :P
    tks pelas felicitações :D

  4. concordo com a Sandra que seria perda de tempo encontrar o orientador para rasgar seda, mas um equilíbrio entre morde e assopra é fundamental, né, não?
    Se bem que não tenho experiência poruqe vossa majestade meu orientador de doutorado nunca comentou meus textos, só marcava ‘pertinente’, ‘irrelevante’ ou ‘expandir’ ao lado de cada parágrafo. Ainda assim, sou muito grata – o fato de ele não ter atrapalhado já o coloca acima da média :P

  5. Procastinar, mesmo, é ler seu post, rir muito (mesmo sem estar escrevendo uma tese) e parar para comentar, ao invés de terminar de codificar o programa…

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