Filosofia do dia



content_berlin_wall.jpg

Nos dias em que temos aula sobre Heidegger com o professor Rüdiger, eu e as colegas nos aquecemos com filosofia barata. Pensando sobre determinados engajamentos políticos, eis que ficou a dúvida:

Sempre teremos de ser contra ou a favor ou é possível ficarmos em cima do muro?

Saiba mais:

    12 Responses

    1. Amo o tio Heide!

    2. não no BBB

    3. filosofia das baratas? Deve ser sólida, dizem que até radiação elas aguentam numa boa

    4. Adorei teu site, está lindão!
      Beijo!

    5. Heide/Heidi é prenome de mulher, Aninha.
      A não ser que ele nutrisse uma identidade secreta…
      Em inglês é “heath”. Em português, “urze” – quase uma “charneca”.

      O curioso é que “Heide” também significa “gói” (não judeu).
      _____________________

      Você se inspirou em alguma história de apocalypse para falar das baratas, Urubua?
      _____________________

      Gisele

      Você deve saber que em alemão “ja” e “nein” significam “sim” e “não”, respectivamente.
      Quem concorda com algo é um “Jasager”. Quem discorda, um “Neinsager”. “Sager” é “quem diz”. Enfim, uma longa “saga”.

      Mas também há uma palavrinha para quem não sabe se concorda ou discorda: “jein” – sim e não, nem sim nem não.
      No entanto, não existe a palavra “Jeinsager”. Não inventaram ainda. Mas tem tudo a ver comigo, sempre inventando moda.
      _____________________

      Um grande beijinho!

    6. Marina, ainda tenho que arrumar ele, tá feio assim, mas não tenho tempo pra isso por enquanto.

      Carmencita,
      Eu adorei teu comentário! Sério, achei super interessante descobrir sobre a existência de jasager e neinsager, pena que não dão vez para o jeinsager.

      Em português como denominamos isso? Um cara em cima do muro, sem opinião, sem personalidade, sem pensamento crítico, etc.

      O indiferente é um cara que sofre, sabe? Claro, uma pessoa indiferente a tudo é no mínimo sem graça.

      Mas eu juro que não tem problema não tomar partido de vez em quando. Eu acho. Ou não.

    7. Acho que alguém que ora diz sim, ora diz não estaria mais para “volúvel” em português. Não acho que você seja volúvel. Pelo menos foi isso que o meu teclado de cristal mostrou.

      As pessoas podem ser isentas de opinião não apenas por serem volúveis (Será que nos termos do “neojornalismo” eu teria de escrever “ser volúveis”?), mas por serem realmente indiferentes no seu jardim secreto.

      É difícil alguém não ter personalidade. Talvez alguém que esteja em estado vegetativo. Se alguém é indiferente, a característica marcante da sua personalidade é a indiferença perante o mundo. Ninguém tem obrigação de não ser indiferente. É justamente o contrário: todo mundo tem inveja de quem é “diferente”. Obrigar alguém a ter pensamento crítico pode trair um pouco das neuroses da pessoa que coage.

      Mas como seria o “indiferente” a que você se refere? Se alguém, na sua indiferença, percebe tudo monótono e não vê vantagem em nenhum caminho a tomar, pode ser que num determinado momento a pessoa diga: Das ist mir Wurst (ou Wurscht)!
      Realmente há um pouco de tédio aí, pois tudo fica langweilig. Chato, mesmo!

      Ah, a indiferença: to nem aí! Das ist mir egal! A indiferença desse jeito é um “tanto faz” sem limites.
      Nisso, a pessoa pode ser conformadamente feliz ou ainda sofrer de certa forma por tudo que não lhe apetece. Tudo que lhe acontecer será uma grande desvantagem, como um exilado que sonha com os tempos antigos que viveu, sem poder voltar ao local nem às suas condições de origem, além de não se acostumar aos tempos presentes da sua vida.

      E quanta Gleichgültigkeit”!
      Es ist mir gleichgültig!
      Realmente não se vê vantagem nem desvantagem em nenhuma das opções. (Será que nos termos do “neojornalismo” eu teria de escrever “em qualquer das opções”?)
      Não fede nem cheira!

      Agora, se a sua indiferença é uma maria-vai-com-as-outras, um cordeiro mais que cordato, acho que a expressão seria wie Schafe folgen (to follow like sheep). Mas é como você disse: “não tem problema não tomar partido de vez em quando”.

    8. Uia… vou ter que ler este comentário com calma mais tarde!!!

    9. Você não tem obrigação alguma de se posicionar a respeito do comentário. Afinal de contas, tudo vai virar pó, não é mesmo?

      O que realmente importa é saber quem matou a Taís.

      Um grande beijinho!

    10. É difícil alguém não ter personalidade.
      > Claro, eu estava sendo irônica, mas não deixei isto claro. Na verdade no dia desta conversa que eu mencionei no post meu comentário foi que no BBB os participantes não gostam de quem fica em cima do muro, acusam quem não toma partido de “sem personalidade”. Faltaram as aspas no meu comentário.

      Das ist mein Wurst?
      Wurst de salsicha mesmo?

    11. [...] bem, a dúvida semeada pela Gisele em seu blog foi a seguinte: sempre teremos de ser contra ou a favor ou é [...]

    12. [...] quintas-feiras me fazem pensar. Seria uma resposta sobre ficar em cima do muro? Se, na presença da crítica, a barbárie já multiplica e disfarça suas formas, em sua [...]

    Leave a Reply