Hey! Teacher! Leave them kids alone

Tuesday, 28 of August, 2007

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They say I gotta learn
But nobody’s here to teach me
If they can’t understand it, how can they reach me?

Como alguns leitores sabem, um dia eu fui an English teacher, daquelas formadas em Letras e tudo mais. Lecionar é algo que sempre me deu muito prazer. Por mais trabalhoso que fosse, era mais do que gratificante preparar uma aula pensando no perfil do aluno e, ao final, sentir que os objetivos haviam sido alcançados.

Graças aos excelentes professores que tive na licenciatura, aprendi que um bom warm up ajudava os alunos a esquecerem o mundo lá fora e ficarem receptivos aos trabalhos propostos. Descobri também que uma aula bem planejada deve ter um fio condutor, ou seja, é preciso haver uma sequência lógica nas atividades, uma coisa tem que levar à outra, a aula não pode ser apenas uma colagem de exercícios aleatórios. E no final, é bom que haja um fechamento: mostra que as tarefas aconteceram conforme o esperado, permite ao professor verificar se os objetivos foram atingidos e faz com que os alunos deixem a aula com uma sensação agradável, de preferência com vontade de voltar para o próximo encontro. Falando parece fácil, e até óbvio, mas juro que não é tão simples.

Enquanto eu era aluna em Letras e professora no Yázigi, percebia que toda essa teoria que eu estudava e tentava aplicar no ensino do inglês era totalmente ignorada pela maioria dos meus professores no curso de Comunicação. E eu tinha - e ainda tenho - plena convicção de que esses pequenos detalhes teriam feito muita diferença caso meus professores jornalistas e publicitários tivessem parado um minuto para preparar uma aula agradável e interessante.

Justamente dessa insatisfação com as aulas de alguns professores da Ecos é que nasceu em mim o desejo de deixar a carreira de teacher para um dia ser mestre em um curso de comunicação. Diversas vezes me peguei analisando o modo de lecionar (ou de fazer de conta) de alguns professores e pensando “se fosse eu, faria assim, assado, traria isto, aquilo e iria lá e acolá”. Eu sei que alunos são os seres que mais reclamam no universo, até mesmo porque há anos estou nesta condição que me parece crônica, mas sonho com este desafio de um dia saber que alunos de uma disciplina de um curso de comunicação sairam da aula felizes e empolgados porque cumpri meu papel de mestre da melhor forma possível. :-)

Category: Educação

9 Comments

Comment by Alex Primo

Made Tuesday, 28 of August , 2007 at 11:35 am

Tenho absoluta certeza que serás uma excelente professora e pesquisadora de Comunicação.

Comment by Anne Moor

Made Tuesday, 28 of August , 2007 at 12:01 pm

Gisele,
Ando muito chorona ultimamente, mas conseguiste me reduzir às lágrimas pelo que escreveste e pelas lembranças daquele tempo em que trabalhamos juntas no Letras-UFPel. Me lembro nitidamente de uma aula tua lá numa sala da Matemática em que havias parado de brigar comigo e havias conseguido fazer tudo isso que falas aqui. Pena que paraste de ser professora de inglês, mas vai em frente que os alunos dos cursos de comunicação vão agradecer.
Essa caminhada não foi fácil eu sei, mas valeu a pena!!! Saudades!
Beijão and Thank you!

Comment by Gisele Honscha

Made Tuesday, 28 of August , 2007 at 2:16 pm

Alex,
obrigada pelas palavras, conto contigo para isso!!

Anne,
Nossa, minha vez de ficar emocionada… tu lembras até da sala em que estávamos! Que legal!
Sim, foi um caminho árduo, mas com certeza valeu a pena.

E na verdade não deixei de ser teacher completamente… até fevereiro tinha alunos particulares e sempre tem gente me pedindo aula de novo, mas estou super atarefada. Meu foco é o mestrado no momento.

Comment by Anechka/Aninha

Made Tuesday, 28 of August , 2007 at 3:43 pm

“Enquanto eu era aluna em Letras e professora no Yázigi, percebia que toda essa teoria que eu estudava e tentava aplicar no ensino do inglês era totalmente ignorada pela maioria dos meus professores no curso de Comunicação.”
No Direito também. Não é horrível?
Temos discutido bastante sobre o assunto no pós da Educação.
Kiss kiss ;)

Comment by Urubu Maroto

Made Tuesday, 28 of August , 2007 at 10:09 pm

na Arquitetura da USP a maioria esmagadora dos professores era tão ruim que os medíocres chegavam a parecer bons! Por essas e outras eu execrava a idéia de ser professora (também achava ridículo quando me diziam para ir trabalhar com Comunicação). Como a vida, essa marvada, me jogou sarcasticamente nas salas de aula de Comunicação, tenho me esforçado para ser uma professora como eu quisera ter tido. O fato de que eu continuo odiando assistir aulas ajuda!

Comment by Raquel Recuero

Made Tuesday, 28 of August , 2007 at 11:42 pm

Faço minhas as palavras da Urubua. Exceto que eu sempre gostei de aulas. :) Mesmo das ruins.

Comment by Teca

Made Wednesday, 29 of August , 2007 at 3:29 pm

Gi, concordo 200% ! Ninguém aprende por osmose (há quem discorde, hehehe…). Tem que haver interesse em parar, pensar, estudar e ouvir. Mas, um professor inspirado, disposto a fazer um pouco mais do que simplesmente cumprir o programa da disciplina, pode fazer muita diferença em uma aula, um dia ou toda uma vida. Muitas das nossas experiências em sala de aula (e nos IMCs, hehehe) foram além do acúmulo de conhecimento, foram exercícios de auto-conhecimento também. Podes ter certeza de que já influenciaste muita gente (eu, inclusive - quem diria que, um dia, teria um blog, hehehe) e ainda vais inspirar muitas mais por aí.
Bsts.

Comment by Sandra

Made Friday, 31 of August , 2007 at 2:27 pm

Hoje é o Blog Day! No meu blog tem mais informações sobre ele. Como sugestão de blog, indico um que conheci recentemente, o http://www.advertigo.com.br, sobre as famosas experiências de comunicação na área promocional, e o http://www.ecuaderno.com, de José Luís Orihuela, sobre tecnologia, blogosfera e comunicação digital em geral.

Pingback by Gisele H. » Professor Antena ataca outra vez

Made Wednesday, 12 of March , 2008 at 4:30 am

[...] na UFRGS. A experiência faz parte das minhas atividades de mestranda, e se você já me leu antes, pode imaginar que estou feliz e contente com a [...]

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Autor

Gisele Honscha. 27 anos. Gaúcha. Mestranda em Comunicação e Informação na UFRGS. Especialista em TICs. Publicitária & Jornalista. Blogando sobre cibercultura, comunicação, marketing, tecnologia, música, moda, futilidades, a vida, e tudo mais desde 2002. Nerd & Proud.